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Os bispos da CNBB, que reune os prelados da Igreja Católica Romana, preocupam-se com as privatizações. E daí?

Bispos e cardeiais católicos romanos reuniram-se entre os dias 19 e 21 de junho no Conselho Permanente da CNBB e refletiram sobre a necessidade de defender a soberania nacional.

Como que restaurando as raízes histórica da CNBB,  que se colocou contra a ditadura civil-militar, denunciando seus crimes e ajudando a derrubá-la “o bispo auxiliar de Brasília (DF) e secretário-geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Leonardo Ulrich Steiner, alertou que não se pode perder a soberania sobre os bens que estão ligados à Eletrobras e à Petrobras: água, petróleo, gás e energia elétrica.”

A pergunta que se faz a Dom Leonardo Ulrich Steiner e aos bispos membros da CNBB é a mesma à todas as intituições deste país:  o que mais farão além de se preocuparem, refletirem, discursarem, rezarem e emiterem documentos com relação ao descalabro ao qual é jogado o Brasil pelo golpe dado pelo imperialismo internacional, pelo FEIESP, pela CNB, pelos bancos e consagrado pelos canalhas do Congresso Nacional e pelo covil de salteadores do judiciário?

Durante a ditadura cardeais, bispos, padres e leigos  foram presos, torturados e mortos no esforço de libertar o povo de sob as botas dos opresseores e agora, o que fazem por este país sofrido pelos desempregos, por  empresas quebradas,  pela farsa jato, por Sérgio Moro, pela Globo e pela elite dominante, que odeia os trabalhadores, os pobres e a soberania nacional?

Os bispos dizem muito bem que o Brasil vira cada vez mais um campo sem lei, sem  defesa dos direitos dos trabalhadores, franqueando a exploração pelos que vêm nossas riquezas naturais como foco de ganância e de roubo.

Milhões de católicos, de cristãos de outros credos, ateus, axés, humbandistas etc  perdem seus empregos e até sua dignidade. Diante de conjuntura tão desumana as meras intenções expressas em documentos e em discursos são  omissões práticas de grave pecado.

Sabe-se que somente grandes mobilizações pressionam as mudanças e libertam o povo e o país. Os senhores bispos ajudariam essa missão?

Leia abaixo o documento da CNBB postado no seu site.

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Bispos manifestam em vários documentos preocupação com soberania do país 

A conjuntura de crise vivida pelo Brasil chegou ao ponto de ter como proposta uma trajetória dita apontada para o futuro, mas que retorna uma agenda que se expressa em políticas de privatizações e cortes sociais tem preocupado o episcopado brasileiro.

Na última reunião do Conselho Permanente, entre os dias 19 e 21 de junho, os bispos presentes conversaram sobre a necessidade de defender a soberania dos bens do Brasil. O bispo auxiliar de Brasília (DF) e secretário-geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Leonardo Ulrich Steiner, alertou que não se pode perder a soberania sobre os bens que estão ligados à Eletrobras e à Petrobras: água, petróleo, gás e energia elétrica.

Destaque na análise de conjuntura da reunião da última semana, o tema tem sido abordado desde o ano passado. Durante a 52ª Assembleia do Conselho Episcopal Regional Nordeste 2 da CNBB, em setembro de 2017, os bispos de Alagoas, Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte posicionaram-se a respeito da privatização da Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf), que é vinculada à Eletrobras, estatal na lista de privatizações pelo Governo Federal. Para os prelados, a ação causará “um grande impacto”, afetando especialmente as populações ribeirinhas, agricultores familiares e ao meio-ambiente. O Conselho Regional convocou toda a sociedade a uma maior reflexão sobre as consequências da privatização da Chesf, “que viria causar danos irreparáveis ao meio ambiente e à sociedade”.

Em outro extremo do país, o regional Sul 3 da CNBB se posicionou por meio de texto assinado por seu presidente, o arcebispo de Porto Alegre (RS), dom Jaime Spengler, e divulgado em dezembro:

“É preocupante o descrédito da política, o avanço da corrupção e a dilapidação do patrimônio nacional. Assiste-se a entrega das riquezas naturais à exploração desenfreada de empresas multinacionais, que olham para nossos bens naturais apenas com o olhar da ganância e da avareza”.

“O patrimônio natural do Brasil é dos brasileiros”, ressaltou dom Jaime. “Sejamos defensores dos ideais da cidadania, da esperança e da soberania da população sobre o uso adequado do patrimônio do país, para que esteja à serviço do bem comum”, convidou o regional.

Neste ano, em um trecho da mensagem aos trabalhadores e trabalhadoras, no dia 1º de maio, a Presidência da CNBB salientou que a solução para a crise que abate o País não pode provocar a perda de direitos dos trabalhadores e sublinhou a questão da soberania: “Nos projetos políticos e reformas, o bem comum, especialmente dos mais pobres, e a soberania nacional devem estar acima dos interesses particulares, políticos ou econômicos”.

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