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Os confrontos potenciais na conjuntura sinalizam perda de paciência por parte do povo

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Por  Dom Orvandil

Ontem postei aqui com comentário meu à análise rápida, modelo twett do professor Aluisio Pampolha Bevilaqua, sobre o impasse do povo entre morrer de fome e lutar.

Algumas pessoas se mostraram assustadas e tristes, outras incrédulas e outras com raiva de mim porque postei a real previsão da possibilidade de  a conjuntura se precipitar  em trágico  desfecho, com milhões de pessoas escolhendo o caminho imposto pelo mercado e pela burguesia brasileira e internacional, ativa no seu modus operandi preferido, o de jogar o povo na fome e na miséria quando os lucros são ameaçados, com nossa gente  na prostração, afundando na miséria e na desagregação da vida.

Há um caminho médio, que já cresce, com enorme quantidade de pessoas sem direção e sem clareza se precipatando no caos e na violência. Aí as práticas de assaltos a mãos armadas contra  indefesos e a pequenos estabelecimentos, os mais próximos e ao alcance das que passarem fome,  serão alvos do caos e do descontrole violento.

Policiais milicianos a serviço dos que pagam por pequenos favores aos praticantes de crimes, se deleitarão na matança do povo em nome da ordem ou sob o pretesto de caça a marginais de alta periculosidade, fulminando inocentes e pessoas honradas, como aconteceu a João Pedro Mattos Pinto.

Facções, como já ocorre com a boiada besta a marchar com a bandeira do Brasil e a bater em cabeças de jornalistas, com milianos assassinos e aliados aos não menos sanguinários, os fascistas, formarão bandos  de baderneiros violentos a ateiar fogo e a esparramar a morte no seio popular.

Em  São Paulo a Promotoria de Direitos Humanos, a serviço do partido neoliberal PSDB, alertou o prefeito Bruno Covas da probabilidade de “graves distúrbios”, segundo a linguagem de direita e preconceituosa dos membros daquela comissão.

Os sinais são de ataques a estabelecimentos comerciais. Aí, segundo a linguagem detetive dos comissionados, dar-se-ão saques e vandalismo.

Equivocados ou ignorantemente os promotores Anna Trotta Yaryd e Eduardo Ferreira Valerio identificam a causa dos tumultos com a retratação econômica nascida da quarentena.

Contudo, a despeito da má fé desta “constatação”, não é a quarentena que causa angústia, sensação de vazio e desperta o senso violento que o povo contêm, sem entender o que se passa no Brasil e no mundo, como apregoa o boçal Jair Bolsonaro e como entende o comerciante neoliberal João Dória  e o peão do mercado na prefeitura de São Paulo, Bruno Covas. É o contrario: o capitalismo na sua mais arrasadora e final crise, que o faz um sistema brutalmente injusto, desumano e antiecológico , é que causa retração econômica e superestima o abandono social durante a pandemia.

Aí temos que nos alertar para o proveito que os delinqüentes e principais bandidos nos governos federal, do Congresso Nacional, do judiciário, estaduais do Sudoeste, do Centro Oeste e do Sul, farão ao empurrar as polícias e as forças armadas para cima do povo. Isso, sem dúvidas, provocará banho de sangue e mais insatisfação e revolta, com riscos de caos generalizado.

Nos documentos que Anna Trotta Yaryd e Eduardo Ferreira Valerio enviaram ao prefeito de São Paulo e à secretária de Assistência Social, Berenice Gianella,  recomendam distribuição de cestas básicas ou de cartões de alimentação, além de contratação de hotéis populares para acolher as pessoas mais vulneráveis, as em situação de rua.

Porém,  quem já viu ou leu sobre essas manifestações de revolta popular sabe que quem ocupa cargos em governos e usa os aparelhos de Estado para beneficiar os interesses da burguesia, nada fará por muito tempo e com solidez pelos pobres massacrados pelo desprezo a que sempre foram relegados.

Nossa posição aqui no Cartas Proféticas é a da solidariedade e da partilha com quem passa fome e miséria, mas sem atribuirmos culpa ao vírus, certos de que essa crise gigantesca se deve à saturação e a perda de paciência com a estupidez dos que lucram sem trabalhar contra os que são esgotados e roubados, apesar de serem sempre os que produzem e trabalham.

Importa-nos sempre e, agora mais do que nunca, a luta na organização popular para a derrubada desse sistema de fome, de miséria, de doença e de abandono.

Acesse também e compartilhe:

A conjuntura brasileira se encaminha para desfecho gravíssimo.

– Pele Negra, Máscaras Brancas.

– Chimarrão Profético Sobre Temas Postados Nos Blog e Canal Cartas Proféticas.

– Todos morremos um pouco com João Pedro Mattos Pinto, assassinado pela polícia de Wilson Witzel, o governador da morte.

– Leonardo Boff:  “Covid-19: ou cooperamos ou não teremos futuro nenhum”.

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2 Comentários

  1. "A conjuntura brasileira se encaminha para desfechoa gravíssimo". Por gentileza, caso não tenha ativado o notificações para receber as novidades do blog, faça -o. Isso nos ajudará muito. FIQUE EM CASA E SE PREPARE PARA A GRANDE LUTA NO PÓS PANDEMIA: http://cartasprofeticas.org/a-conjuntura-brasileira-se-encaminha-para-desfecho-gravissimo/

  2. […] Fonte: Os confrontos potenciais na conjuntura sinalizam perda de paciência por parte do povo – Carta… […]

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