terras-indigenas

Os milicianos Jair Bolsonaro, Sérgio Moro e outros formam o paredão da morte e do derramamento de sangue no Brasil

Por Dom Orvandil.

Ontem analisei a notícia sobre o comportamento grosseiro, mal educado e bulliyng do miliciano Jair Bolsonaro nas ofensas proferidas contra a líder mundial e personalidade do ano, Greta Thunberg, uma jovem  sueca de apenas 16 anos,  movida a amor pelo planeta enquanto o vira bosta de Trump tudo faz para matar e incendiar a Amazônia.

Também refleti sobre a reação do marreco Sérgio Moro às verdades ditas por Felipe Santa Cruz, presidente da Ordem dos Advogados que,  entre outras denúncias,  afirmou a suspeita de que o miliciano, que suja o governo do Brasil,  e sua famiglia são envolvidos nas mortes de Marielle e de Anderson.

Aqui também pensei sobre a nota do CIMI – muito luva de pelica – que denuncia a morte dos caciques da tribo guajara do Maranhão.

Enfim, o que se percebe nos fatos é que não se tratam apenas de imagens de TV, notas institucionais de protesto, de notícias da mídia, mas de um paredão intencional diante de cujas pedras frias são ‘justiçados’ propositalmente os pobres, os defensores da terra, as  lideranças, os negros e todos os que se antepõem ao massacre, preferindo muitas vezes morrer do que ver novamente os bens da terra serem saqueados pelos traidores e piratas da pátria.

Formou-se com o facínora Sérgio Moro, o criminoso Jair Bolsonaro e com todo o pelotão de traidores de fuzilamento do Planalto, verdadeiro muro da morte, sem mais nem menos.

É nessa perspectiva que se deve ler  que o número de mortes de lideranças  e sacerdotes indígenas em 2019 é o maior em pelo menos 11 anos, como informa a Pastoral da Terra

Das 27 pessoas que morreram por conflitos no campo, gerados por jagunços, assassinos, grileiros e ruralistas,  neste ano, 7 eram líderes indígenas, contra 2 em 2018.

Segundo o Padre Paulo César Moreira, da coordenação nacional da CPT, o aumento espantoso no número de mortes de lideranças indígenas é resultado de um discurso de “violência institucionalizada” nos conflitos do campo.

“Nós vivemos um momento em que o Estado é o agente promotor das agressões. Com todo esse momento político que a gente vive, os responsáveis pelas violências decidiram que esses povos indígenas não têm direitos e que têm que ser eliminados. Com isso, a gente está vendo um massacre”, diz  Padre Paulo Moreira, coordenador da Pastoral da Terra.

É preciso que se leia a realidade não com a canalhice do pós verdade, mas buscando nos fatos e no país as causas dos “conflitos” e dos assassinatos.

O padre Paulo, da CPT, dá uma pista quando afirma que “nós vivemos um momento em que o Estado é o agente promotor das agressões. Com todo esse momento político que a gente vive, os responsáveis pelas violências decidiram que esses povos indígenas não têm direitos e que têm que ser eliminados. Com isso, a gente está vendo um massacre”.

Ora, o Estado brasileiro foi golpeado e sequestrado pelos interesses mais vis e sangrentos, que agem em todo o mundo,  desterrando milhões de pessoas refugiadas de suas pátrias, explodindo os países ricos em matérias primas com bombas de alto poder de destruição, articulando-se com os  setores mais corruptos e mercenários, vinculados aos piores crimes contra seus compatriotas.

No Brasil o governo federal, dos estados do Rio de Janeiro, de São Paulo, de Minas, de Goiás, do Paraná, do Rio Grande do Sul e de outros estados, com todas as forças policiais, o judiciário e boa parte das forças armadas, principalmente a ainda influenciada pelos milicos corruptos, torturadores e assassinos que sobraram vivos da ditadura, com suas mãos ensangüentadas e seus dentes de abutres afiados pelo ódio, são um complexo de genocidas em plena atividade direta e indireta na eliminação e sufocamento das liderança, não somente indígenas e quilombolas, mas de todas as que ousarem se rebelar.

Portanto, o Brasilé  sangrado por genocidas e assassinos que não lêem notas institucionais nem se  comovem com lágrimas de viúvas e de crianças de pais e de mães assassinados/as.

A ligação com todas as mortes e ameaças, em todos os setores e movimentos de lutas onde tombam os heróis e as heroínas, tem que ser feita.

O isolamento e a louvação de nossos mártires como os melhores heróis não os honra nem nos libertará da marcha célere fúnebre do banditismo mercenário e miliciano fascista.

O movimento da matança não é por causa de ‘conflitos’ setoriais, mas como projeto nazista, como acontece aos palestinos em Gaza, sempre atacados pelo sionismo de lá, amigo dos nazistas do todo o mundo.

Diannte disso há alguns caminhos a seguir: um deles é o do desespero, seguido por indígenas e tribos inteiras que não vêm mais motivação para viver sem suas terras, matas e águas; a outra é o de cada movimento e entidade entender que o ‘conflito’ é só seu e que todos têm que parar para se solidarizar com sua dor, que não é brincadeira; outro é o da adesão ao fascismo bolsonarista através de notas ‘fofinhas’, com palavras de paz e amor à espera que os facínoras um dia acordem felizes e, finalmente,  façam a paz; e a outra, a mais justa, a mais forte, a mais irrestível é a de entendermos na prática que o Estado brasileiro foi ocupado por uma força material,  destroçando do país, forte e decida a cumprir seu papel sujo.

Se entendermos dessa última forma reuniremos todas as forças, organizaremos-nos como povo, que é todo ameaçado, saibamos ou não, e formaremos o nosso paredão com multidões de milhões de pessoas e nos lançaremos sobre o Estado brasileiro para expulsarmos de lá os bandidos, assassinos e traidores da pátria.

Uma força material somente é vencida por força material maior e muito mais coesa.

É preciso e urgentemente quebrarmos a balança da injustiça e reconstruirmos nossos direitos.

Não há outra saída digna!

 Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil 
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Um comentário

  1. Formado muro de extermínio no Brasil, com objetivos claríssimos e assustadores. Há uma única saída que pode derrbar o paredão da matança. Acesse e leia. Compartilhe o link do Cartas Proféticas: http://cartasprofeticas.org/os-milicianos-jair-bolsonaro-sergio-moro-e-outros-formam-o-paredao-da-morte-e-do-derramamento-de-sangue-no-brasil/

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