Mortos do golpe

Os que produzem cadáveres buscam a morte de Lula

Prezado amigo Cléber Sérgio, Assistente Social, Belo Horizonte, MG

A marcha assassina sobre o ex presidente Luís Inácio Lula da Silva deixa cadáveres insepultos pelos caminhos  dos que odeiam.

Qualquer pessoa minimamente esclarecida e de boa vontade percebe de que lado se movem os que caçam Lula e as mortes que já causaram.

Os cadáveres até agora produzidos mostram  muito mais a gana dos assassinos do que os riscos que os mortos lhes impunham.

Nesse senário é fácil entender que Lula é apenas um cidadão barbaramente perseguido e sua morte desejada não somente pelos fascistas que representaram seu enforcamento em viadutos de São Paulo nas manifestações de 2013.

De um lado, o ex presidente é amado, admirado e buscado pelo povo que reconhece nele o resgate dos direitos a se alimentar, a trabalhar, a estudar, a morar,  à saúde, a arte, a viajar, ao turismo etc. A subida nas pesquisas com relação a candidatura  à presidência é o clamor da alma do povo brasileiro que, em meio a uma conjuntura barbaramente opressiva, vê no ex presidente  saída mais justa  a partir dos anseios mais sentidos humana e socialmente.

O mundo que julga Lula é divido em duas partes. A do povo que vê nele um perseguido retirante de sempre, como o são os pobres, os jovens, os negros, os indígenas, os pequenos agricultores, mesmo os que foram pouco apoiados pelos seus dois governos, as mulheres e a própria democracia com justiça social.

Portanto,  é fácil entender que Lula é injustiçado, mesmo que não concordemos com as limitações de seus governos, que muito deu espaço para os poderosos e para o mercado,  que o perseguem porque querem mais e porque não respeitam alianças nem são éticos econômica e politicamente.

Ora, a situação é cristalina à compreensão. Do lado dos perseguidores se emboletam João Dória, FHC, a rede criminosa Globo, Sérgio Moro com os lacaios procuradores lavajateiros, os canalhas quadrilheiros do Congresso Nacional e de MiShel Temer. Todos ansiosos por ver Lula fora do campo eleitoral de 2018 porque s]ao cachorros sardentos do imperialismo.

O povo brasileiro e o Brasil saqueado, ameaçado, fustigado pelo ódio de um lado e os assassinos de outro.

Na linha justiceira o mundo se move pelas convicções sem ciências jurídicas e outras, sem provas e sem comprovações. Este é o mesmo dos fundamentalistas e fascistas que produzem ódios e mortes, sem cordialidade e sem razão, como o faz Donald Trump a despejar bombas sobre os povos e nações e a usar o sionismo para destruir os direitos dos palestinos.

O lado dos que perseguem  Lula é o dos que não são justos nem fazem justiça, basta que se preste atenção em quem são seus sujeitos e suas histórias de desprezo ao povo e até ao medo que têm dele.

Suas ações no terreno econômico e político são brutais embora diluídas para desviar a percepção nacional.

Já mataram Getúlio Vargas, criando toda a circunstância para sua morte, deixando ao ex presidente apenas o gatilho da arma que usou contra seu peito. Avançando pelos caminhos diluídos do ódio mataram JK e Jango e ainda promoveram seus velórios de modo a manter o povo longe de cadáveres produzidos pelos inimigos ocultos.

Recentemente os assassinos que temem o povo, traidores da Pátria  por essência, mataram Eduardo Campos, e ainda se sentem temerosos com o esconderijo do cadáver insepulto e do avião que o matou. Numa das poucas vezes em que o judiciário se aproximou da justiça e dos calcanhares dos assassinos com Teori Zawaski, mais uma vez jogaram um pequeno avião, desta vez no mar, para produzirem mais um cadáver.

Ao lado e na vida de Lula alcançaram sua esposa e dela fizeram uma vítima assassinada com requinte de receber visitas com tapinhas nas costas dele por parte de alguns dos corvos de Marisa. Os mais sinceros, no entanto,  se manifestaram felizes  pelas redes com a morte da ex primeira dama, praticamente assassinada sob tensões produzidas pela lavajeteria da republiqueta cloacal de Curitiba.

À cata de cadáveres os assassinos da democracia e de Lula produziram um no campo acadêmico,  induzindo o reitor Luiz Carlos Cancellier  Olivo da UFSC ao suicídio, depois de humilhá-lo numa prisão de segurança máxima, vítima do que passou a se chamar de Estado policial fascista.

Arrolar as vítimas dos assassinos que fizeram o golpe, os mesmos que se borram de medo das eleições, é necessário para que se perceba a densidade do regime econômico de privilégios que querem, eliminando a democracia nacionalista, inclusiva e popular.

É também importante que separemos analiticamente os mundos e assim percebamos que judiciário, mídia, parlamento e setores empresariais perversos e cruéis socialmente pintam e bordam uma realidade para enganar e induzir o senso popular  a crer que tudo isso é normal e que não tem outro jeito.

Dessa forma,  é mais fácil compreender que Lula já foi julgado, investigado e o veredito mais poderosamente moral do mundo o absolve.

O povo é o juiz. Os juízes a serviço do mundo que produz cadáveres são apenas  acólitos dos assassinatos em série, que  visam vitimar em primeiro lugar o povo, depois a verdade e por fim a justiça.

No veio do juízo nacional e democrático, portanto, o critério da justiça vem das mulheres, dos homens, dos trabalhadores, dos negros, dos pobres e dos intelectuais que dão percentagens vantajosas a Lula nas pesquisas.

Esse é o centro com o qual temos que trabalhar e a partir do qual virá a grande virada, ainda aparentemente silenciosa, mas que despertará tão forte quanto um tsunami nascido do movimento das placas tectônicas da justiça social.

Quem viver, verá!

Abraços críticos e fraternos na luta pela justiça social e pela paz.

Dom Orvandil.

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