lava a jato fascista

Para o bem do Brasil, é preciso derrotar a Lava Jato

Daniel Samam*

O conluio de concurseiros inquisidores da força-tarefa da Lava Jato junto ao governo de plantão, sustentado pelo capital financeiro e pela mídia corporativa, em especial a Rede Globo, que nomeou o tucano lacaio do imperialismo estadunidense, Pedro Parente à frente da Petrobras, tem imposto um sem número de derrotas ao Brasil.

A última foi nos EUA, com o acordo da estatal brasileira pagar R$10 bilhões a investidores-abutres estadunidenses para encerrar uma disputa judicial sem que a própria tivesse sido condenada. O que a Petrobras está perdendo com esse acordo é muito, mas muito mais do que o dinheiro que foi recuperado pela maldita Lava Jato.

Precisamos ter clareza de que foi a Operação Lava Jato e seus asseclas que destruíram a Engenharia Nacional, a Indústria Naval e a Construção Civil. Foi a Lava Jato quem destruiu o emprego das brasileiras e brasileiros. Somente na indústria naval, que havia sido recuperada pelos governos de Lula e Dilma, e posteriormente destruída pelos heróis de toga da classe média, o número de trabalhadores empregados caiu de 83 mil, no governo Dilma, para 30 mil. Tudo isso em nome do “combate à corrupção”.

A Lava Jato, camaradas, consegue ser pior do que as políticas recessivas do governo Temer, até porque, a recessão econômica acaba com empregos, mas as empresas permanecem. Havendo retomada, o emprego volta a ser gerado. No caso da Lava Jato, não. A perda é permanente, pois as empresas de setores estratégicos da economia nacional foram destruídas.

A verdade é que o Brasil não ganhou absolutamente nada com a Lava Jato. Ao contrário, só perdemos. O pré-sal foi entregue, as empresas foram destruídas, a burguesia nacional está na cadeia e os ‘salvadores da pátria’ estão por aí, dando palestras e entrevistas como verdadeiros heróis nacionais.

Se quisermos mesmo tirar o Brasil da crise e retomar um projeto democrático-popular de desenvolvimento, devemos ter clareza de que a Lava Jato e seu projeto político de desmonte nacional por trás do discurso neo-udenista do “combate à corrupção” é a espinha dorsal do golpe em curso.

*DANIEL SAMAM É MÚSICO, EDUCADOR E EDITOR DO BLOG DE CANHOTA. ESTÁ COORDENADOR DO NÚCLEO CELSO FURTADO (PT-RJ), MEMBRO DO INSTITUTO CASA GRANDE (ICG) E MEMBRO DO COLETIVO NACIONAL DE CULTURA DO PARTIDO DOS TRABALHADORES (PT).

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