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Parem De Nos Matar

Por Dom Orvandil. 

A minha amiga e lutadora Andrea Matos, do Rio de Janeiro e uma das líderes do movimento de defesa da vida “Parem De Nos Matar”, gentilmente me indicou esta conta no Facebook com a relação dos genocídios praticados pelas políticas milicianas de insegurança policial implantadas pelo nazifascismo no Brasil e em grandes municípios como São Paulo e Rio de Janeiro.

O manifesto abaixo não vacila em denominar corretamente o que aconteceu em Paraisópolis, em São Paulo,  como genocídio dos negros e dos pobres.

A indignação e repúdio são ímpetos que devem animar a resistência e consciência política das pessoas atacadas por policiais movidos a ódio.

O caso de  Rafael Ribeiro Santana não pode jamais ser tomado como azar de alguém que se encontrava na hora e na hora e no lugar errados. Rafael foi vítima de racismo de patrões brancos e policiais a serviço dos privilegiados.

Chamar a atenção para a verdade central de que toda a barbárie genocida praticada pelos policiais milicianos de Wilson Witzel e João Dória não são mera coincidência, mas visão de mundo em forma de extermínio da classe trabalhadora e dos setores mais pobres da sociedade.

Portanto, essa luta não se limita ao enfrentamento dos assassinos e da defesa dos atingidos, mas um levante poderoso na superação das causas de todos os males, a destruição do capitalismo e de suas máscaras em forma de neoliberalismo e de mercado.

Leila abaixo o  “Manifesto de indignação e repúdio ao massacre dos jovens negros em Paraisópolis”

O Parem de Nos Matar também denuncia que dezembro começou com muita tristeza para muitos e muitas de nós: a Polícia Militar assassinou 09 jovens em Paraisópolis durante o Baile DZ7 no último domingo. Marcos Paulo Oliveira dos Santos, 16 anos; Bruno Gabriel dos Santos, 22 anos; Eduardo Silva, 21 anos ; Denys Henrique Quirino da Silva, 16 anos; Mateus dos Santos Costa, 23 anos; Gabriel Rogério de Moraes, 20 anos; Luara Victoria de Oliveira, 18 anos; Gustavo Cruz Xavier, 14 anos e Dennys Guilherme, 16 anos, tiveram suas vidas interrompidas. Um vídeo que circula pela internet mostra que, no mesmo dia, a polícia agrediu frequentadores de um baile funk em Heliópolis e matou um homem.

O que estes fatos visibilizam é, de forma cruel, a política de extermínio de jovens negros e pobres nas periferias de todo o país. Seja em São Paulo, no Rio de Janeiro, no Ceará ou em qualquer parte do Brasil, o assassinato de jovens negros aumentou em 429% nos últimos 20 anos. No conjunto da população, 75% das mortes são de pessoas negras.

O exercício da matança do povo negro pobre favelado e periférico não é algo novo no nosso país. O que se produz aqui é uma política onde muitos são exterminados em nome de uma suposta segurança para poucos, de localidades específicas da cidade, que tem historicamente seus direitos respeitados, acesso a bens e serviços contínuos e afins. O que se opera nos Bailes em Paraisópolis não é diferente do que se opera com a vida da juventude no Rio de Janeiro, por exemplo: militarizada em todos seus sentidos, da escola à cultura, criminalizada em todas as suas expressões de vida.

Em São Paulo, há mais de 120 dias, Rafael Ribeiro Santana ajudante em uma barraca de cachorro-quente está preso por ser denunciado pelo roubo de um celular, mesmo tendo como prova as filmagens do supermercado que ele lá estava, na hora do suposto crime. “Identificado” pelos pais brancos da menina de 10 anos, que teve o aparelho roubado, Rafael teve a má sorte de passar de bicicleta com o pacote de salsichas compradas a pedido de seus patrões, ser negro e aparentemente jovem, com 27 anos. A cor da pele e ter um trabalho precário levou Rafael a ainda estar na cadeia, pois o poder judiciário brasileiro permanece há mais de 400 anos racista e classista.

Infelizmente, o Fórum Parem de Nos Matar não se surpreende com as execuções efetuadas em Paraisópolis. Porém, jamais deixará de se indignar, denunciar e lutar contra o estado que segue abatendo a carne a mais barata do mercado. Aquela que eles julgam ser o excedente populacional, os descartáveis. Onde a principal serventia é justificar o orçamento não auditável da segurança pública dos estados.

Cobramos a imediata responsabilização do Estado, com garantia integral de proteção às famílias das vítimas e testemunhas.


EXIGIMOS JUSTIÇA para as FAMÍLIAS de PARAISÓPOLIS!
REAJA à VIOLÊNCIA RACIAL e POLICIAL!
JUVENTUDE QUER VIVER!
SOMOS VIDA!
PAREM de NOS MATAR!
#paremdenosmatar

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Um comentário

  1. A resistência contra os genocidios que atingem os negros e os pobres é o núcleo do movimento "Parem De Nos Matar". Acesse e compartilhe o link do Cartas Proféticas: http://cartasprofeticas.org/parem-de-nos-matar/

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