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Pastor Henrique Vieira perseguido por ditos pastores evangélicos

Por Dom Orvandil

Sempre digo que ninguém tem nada a ver com as posturas teológicas e políticas das pessoas quando exercidas no interior de suas instituições e denominações. Todavia, quando pastores vem à público caluniar e expressar ódio, aí a luta de idéias se estabelece e envolve quem tem a ver com quem contradiz suas posturas.

Não é minha intenção defender o pastor Henrique Vieira. Não tenho procuração dele para isso. Nem tenho a pretensão também de ofender ou desqualificar os ditos pastores ditos evangélicos que ofenderam e excluíram Henrique de qualquer direito de  ser evangélico e cristão.

Li a nota de repúdio que 23 ditos pastores, a maioria da Assembleia de Deus do Rio de Janeiro, publicaram ofendendo o pastor Batista Henrique Vieira.

A nota derrama ódio. Ódio de classe. De classe dominante. De ideologia fundamentalista e discriminatória.

Os ditos pastores pretenderam fazer teologia, mas não conseguiram sair do pântano de uma enrolada primária envolta numa linguagem rasa e viciada para contestar a visão evangélica e teológica do pastor Henrique Vieira. Ao descreverem a definição de Jesus se enrederam numa visão colonialista de um Jesus branco e instrumento de opressão.

Repudiam a percepção que o pastor militante tem de Jesus como um jovem negro de Nazaré, o carpinteiro desempregado e pescador da Galileia, pobre e perseguido, caluniado e assassinado pelos poderosos do império romano, que contaram com a aliança com os fariseus traidores do êxodo libertador e dos mártires profetas. Fariseus  muito semelhantes à postura dos ditos pastores signatários do palavreado oco e tosco da nota, que tentou cumprir o objetivo  de desconstruir a imagem de militante do pastor do povo, das lutas sociais, da defesa dos direitos dos pobres e da luta pela derrubada do capitalismo, cujo deus do mercado é adorado pelos ditos pastores evangélicos.

A arrogância do texto paupérrimo e analfabeto pautou-se pela empáfia farisaica  dos que excluem, eliminam e pisam sobre pretensos cadáveres.

A dureza de coração, a indisposição para o diálogo e para a compreensão do outro  expressam  espírito medieval e inquisitorial quando escrevem “…tornamos público que não reconhecemos o Sr. Henrique Vieira como pastor evangélico, mas tão somente como um militante de esquerda que visa à captação de votos dos evangélicos. Por conseguinte, declarar-se “pastor” não é condição suficiente para sê-lo”, diz a nota em tom cruel e herético.

Mas o ruído da publicação , além de estampar inveja e ciúme do pastor Henrique, identifica-se pelo medo do que virá com a luta abraçada por ele: “é fato notório que partidos políticos de esquerda estão buscando aproximar-se dos evangélicos com fins eleitorais”, diz a medrosa nota.

Uma das grandes traições do dito cristianismo defendido pelos 23 ditos pastores é a da degola de enorme contingente de trabalhadores que eles tiraram da luta e os conduziram ao fascismo e ao apoio de pior de suas expressões, o bolsonarismo miliciano.

Os fariseus tremem de medo do verdadeiro pastor Henrique Vieira, que se dedica e reunir e salvar os cristãos do fundamentalismo e do fascismo. Acompanho-o se reunindo com cristãos evangélicos em todo o pais, objetivando libertá-los dos descaminhos da direita, que os ditos e arrogantes pastores trilham de maneira covarde e hipócrita. Por isso tremem de medo com o trabalho, que eles imbecilmente chamam de “captação de votos”.

Para os arrogantes e ditos pastores, que nunca escreveram nota de repúdio aos canalhas donos de igrejas, coronéis de feudos religiosos, quando usam suas igrejas como puxadinhos do fundamentalismo, do milicianismo e do fascismo, carrosséis de golpes de estado, com suas malfadas bancadas evangélicas e da bíblia, compradas com muitos dólares dos monopólios americanos e nacionais para fazerem os serviços sujos da destruição do Brasil e a aniquilação dos direitos dos pobres. Isso, para os ditos pastores, não é captação de votos. 

Acham-se santos e autênticos evangélicos quando apóiam a gangue Bolsonaro,  mas acusam Henrique de não se pautar por comportamento de santinho, como eles, sem nos esquecermos de  que são santos do pau oco. Disseram na nota sabuja: “…vemos a tentativa de apresentar ao grande público como “pastores” pessoas que, embora apresentem-se como tal, defendem ideias, valores e comportamentos diametralmente opostos aos que historicamente professamos”.

Daqui saúdo o pastor Henrique Vieira por não se comportar  na mesma linha de traição histórica desses ditos pastores.

Nada mais coerente e legitimamente cristão do que a participação do pastor Henrique no desfile da Escola de Samba Mangueira, ao contrário do ódio que os ditos pastores vomitam na nota, quando denunciará  “…que as igrejas evangélicas criam um ambiente “antidemocrático, hostil e excludente para mulheres, negros, fiéis de religiões de matriz africana e militantes dos direitos humanos”.

Eivada de cinismo burguês a nota exerce o papel contraditório do que queriam dizer os ditos pastores evangélicos, que têm lado, o do milicianismo fundamentalista e protofascista. Quando afirmam que Henrique defende que “…o diálogo e a justiça social a partir de ideologia político-partidária…” apontam para o lado tomado por aquele que odeiam e de quem têm inveja: o lado do pastor alvo de baboseiras é o dos negros, dos pobres, dos favelados, dos assassinados pelos milicianos como Marielle e Anderson. Este é o partido a partir do qual  se propõe dialogar o pastor Vieira. Se ele se propusess a seguir os descaminhos do fascismo não seria alvo de nota tão violenta, mas certamente de bajulação, de aleluias e  de glórias a deus.

Os 23 ditos pastores signatários da nota rabugenta e cheia de ódio reclamam  “… o direito humano fundamental de escolha e consequente respeito às escolhas individuais…” e, em nome desse alegado direito, registram  sua “posição acerca da manifestação…”  do pastor Henrique “…de que irá desfilar na Escola de Samba Mangueira durante o Carnaval…” contrária ao que julgam como “…incoerência evidente entre alguns valores, atitudes e comportamentos explicitados pelo Carnaval e a fé cristã e o pertencimento a uma Igreja ou Comunidade Evangélica.”

O Cartas Proféticas, no entanto, se solidariza com o pastor Henrique Vieira  e o apoia no bem aventurado desfile da Escola de Samba Mangueira, cujo samba enredo retrata Jesus da forma infinitamente mais fiel a ele mesmo do que a nota dos raivosos ditos pastores evangélicos, estes que se acham no direito de excomungar os outros que não desfilam nas suas escolas de direita e do protofascismo.

Nada mais justo do que rezar a primeira estrofe do samba enredo como oração para que esses ditos pastores se convertam:

“Senhor, tenha piedade

Olhai para a terra

Veja quanta maldade

Senhor, tenha piedade

Olhai para a terra

Veja quanta maldade”.

Acolhemos o Jesus da Escola de Samba e queremos distância do Jesus odioso letrado na nota dos 23 ditos pastores:

“Eu sou da Estação Primeira de Nazaré

Rosto negro, sangue índio, corpo de mulher

Moleque pelintra no buraco quente

Meu nome é Jesus da Gente”.

Clique aqui para ler a horrosa nota dos 23 ditos pastores evangélicos, que babam de ódio enquanto tentam excomungar e caluniar o pastor Henrique Vieira.

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2 Comentários

  1. Pastores ditos evangélicos perseguem o pastor Henrique Vieira porque ele desfilará na Mangueira. Ajude-nos a movimentar nosso Cartas Proféticas compartilhando somente os links das postagens: http://cartasprofeticas.org/pastor-henrique-vieira-perseguido-por-ditos-pastores-evangelicos/

  2. […] do nosso belo e protestante carnaval de 2020 enfrentei uma nota que um bando de 23 pastores e coronéis evangelicóides escreveu em perseguição e difamação do […]

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