edir macedo e o povo

Pastor, um presbítero da Assembleia de Deus e um padre católico romano se suicidam. O bispo Edir Macedo debocha!

O suicídio geralmente se constrói em silêncio e por bom tempo na alma de quem por ele é lavado à morte. Para os circunstantes e familiares, porém, o impacto sempre é tremendamente dolorido.

De modo geral,  a psicologia e a psiquiatria definem o suicídio como decorrente da última fase de uma forte depressão, que atormenta e destrói as bases racionais  e emocionais de quem o usa como recurso para eliminar o sofrimento.

Os/as profissionais da área da saúde avaliam os suicidas com muito respeito e compaixão humana.

Três casos, dois deles amplamente divulgados pela mídia online, também chocaram profundamente as comunidades com quem os lideres religiosos trabalhavam.

Um é o caso do  pastor Júlio César Silva, ex-presidente do ministério de Madureira em Araruama,  encontrado morto na manhã desta terça-feira (12) em sua casa, localizada no Condomínio Lagoa Azul, que fica no Residencial Sonho De Vida, no bairro Ponte dos Leites, RJ.

O pastor Júlio César tirou a própria vida se enforcando com uma corda na varanda da residência.

Outro caso comocional foi o do suicídio do líder religioso na Região dos Lagos, registrado no domingo, 17 de dezembro,  o presbítero João Luiz Tavares, membro do mesmo ministério do pastor Júlio, que  cometeu suicídio por enforcamento em uma árvore no quintal de sua casa.

Além de chamar a atenção os suicídios de religiosos, e estes não são os únicos casos nos ambientes ditos evangélicos, as notícias dizem do enorme choque sem julgamento por parte das comunidades do pastor e do presbítero. O site RC24h informa que “nas redes sociais, fiéis e moradores do município lamentaram o ocorrido, observando o caso ocorrido na semana anterior em Araruama e diversos outros casos semelhantes de suicídio que foram registrados na região nos últimos meses”.

Daqui nos perguntamos pelas razões desses suicídios. Comentários sob a notícia falam de metas não cumpridas pelos pastores e lideranças dessas igrejas, das pressões que sofrem e das reprimendas que recebem de suas chefias, como ocorre nas empresas de vendas, com total falta de respeito ao ser humano e à vida.

São casos para o judiciário, tão ocupado em perseguir e caluniar,  investigar isso e fazer o trabalho de impedir as causas de tanta violência ao ponto de as pessoas se suicidarem.

Já o bispo Edir Macedo – dono da apelidada Empresa Universal do Reino de Deus e de tantos outros negócios como TVs, rádios, gráficas, navios, aviões, bancos, templos luxuosos altamente lucrativos –  preferiu o caminho vulgar, supersticioso, acientífico e predatório como concorrência desleal, ao afirmar que os dois evangélicos, membros de outra denominação que não o seu mercado de negócios com vendas de milagres, eram possuídos por demônios e que a depressão é coisa de diabo, sugerindo que os membros de outras igrejas não são cristãos o suficiente para enfrentar a depressão,  segundo informa o site conservador evangélico Gospel.

Já um padre católico romano da diocese de Caxias do Sul, acometido por depressão e por problemas cerebrais, também se suicidou.

Este caso é gritante porque o sacerdote já com 80 anos foi combativo defensor dos pobres, lutador  e profeta contra as injustiças, inclusive as cometidas por verdadeiros coronéis e príncipes  bispos e cardeais de sua igreja, moradores de palácios e por viverem em mordomias sustentadas pela burguesia de diocesanas  e arcebispados, graças à exploração de trabalhadores.

Quando este blogueiro soube dos problemas de saúde do mencionado padre, seu amigo e quase familiar, procurou contatar com ele recebendo do sacerdote apelo para morar em Goiânia para receber solidariedade e apoio desse amigo. De pronto conseguiu-se local apropriado com outros sacerdotes sensíveis ao problema humano. A partir disso contatou-se com o diocesano responsável pelo padre, que, soberbo e autoritário,  destratou o blogueiro dizendo-lhe que não se metesse em assuntos da ICAR, quando não era esse o caso, e de modo desrespeitoso e ante ecumênico bloqueou-nos em seu what’s app.

Quando na encomendação do sacerdote o bispo diocesano de Caxias do Sul, RS, não fez nenhuma menção à comunidade que cuidou dele, às pessoas que zelaram caridosamente do sacerdote até o final de sua vida com final tão doloroso, triste e chocante para a comunidade que o abrigara, que não recebeu nenhuma atenção e gratidão do aludido bispo.

Edir Macedo e o bispo diocesano de Caxias agiram e falaram de modo muito frio, desumano e desrespeitoso em contraste clamoroso com as pessoas do povo com quem viveram de fato o pastor, o presbítero e o padre.

Ainda bem que o povo existe e com ele a solidariedade que os príncipes e soberbos não  conhecem!

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