pobre e negro médico

Pobre se forma em medicina e a farsa dos cursos superiores

Muitos pobres antes dos governos neoliberais progressistas de Lula e Dilma, filhos da classe operária, na sua juventude amargaram a experiência desumana da miséria e da pobresa, sem direito aos estudos superiores, principlamente em cursos eleitos pela classe dominante como excusivos de seus segmentos cheeirosos.

Os programas sociais chamados de inclusivos, no entanto, mesmo possibilitando a ascensão de parcela minoritária dos pobres, condenados a não estudar ou fazer cursos exigidos pelo mercado mercenário e desumano, todos de baixa formação intelectual e científica, feitos nas coxas para gerar lucros a donos de faculdades de fundo de quintal ou de esquina, mesmo assim os/as jovens suporlotaram salas de corredores dessas “instituições”, cujo departamento mais importante era a tesouraria, de ondem saiam malotes lotados de dinheiro em carros de seguranças cercados por brutamones armados até os dentes.

As direções desses botecos formadores de coxinhas e midiotas, hoje eleitores de Bolsonaro, nas chamadas semanas “acadêmicas” repetiam incansavelmente de que a prioridade de suas faculdades era aprovar o maior o maior número de alun@s, sempre com alta dose de exploração d@s professores/as, que se desgastavam dando gratuitamente horas de dedicação a jovens sem qualificação e sem interesse em estudar.

Lembro-me de um diretor acadêmico que repetia um princípio idiotizante como se fosse um mantra, de forte caráter machista: “os meus alunos não são iguais aos da universidade federal, a prioridade aqui é aprovar sem exigir muito deles, senão eles saem para outras faculdades mais fáceis.”

O resultado é o que se vê: verdadeiras boiadas que investem em artefatos tecnológicos e não em livros e no aprofundamento humanístico para inetervir na vida de modo justo, verdadeiro e sem manipulação da realidade.

Esta notícia sobre o filho de trabalhador/a, o jovem João Santos Costa, que se formará em medicina, um curso ponta de lança da burguesia, com o objetivo de mercantilizar a saúde, é demonstração da insistência dos pobres, quando estudam de verdade e vencem as barrreiras que a elite escravocrta lhes lança pelos caminhos.

João ainda é fruto dos programas sociais de Lula e Dilma, hoje todos jogados no lixo, reduzindo o direito dos pobres estudarem e de humanizarem a ciência, a saúde e o direito aos estudos.

O jovem negro formando em medicica é um dos que sobraram da chamada política de inclusão econômica e social.

A luta tem que se acirrar buscando derrubar a farsa da “inclusão” na direção de que todos os trabalhadores não tenham que ser “incluídos” por políticas de favor, mas sejam sujeitos participativos e decisivos de políticas de Estado que os tenham como principal base e interesse.

A tal política de inclusão, apesar do aparente charme, é certa “licença” de má vontade que a burguesia concede aos pobres no mercado capitalista e injusto, mantendo-os, no entanto, como massa de manobra e buchas de canhão, como aconetceu com o golpe com milhões desses “estudantes” nas ruas pedindo absurdos como interenvenção militar e até invasão dos Estados Unidos no Brasil.

Leia abaixo a notícia sobre o formando em medicina, o jovem negro João Santos Costa.

Com infromamação do site Brasil 247. 

João Santos Costa, jovem negro do povoado Sítio Alto, do município de Simão Dias, entregou o convite de formatura aos seus pais. Costa se formará em medicina dentro de algumas semanas. O formando é uma testemunha sobrevivente que contribui para a reflexão sobre a necessidade de ações afirmativas e de reparação de direitos, como a Lei de Cotas. O aumento da presença de jovens negros nas universidades durante os governos democráticos no decênio 2003-2013 foi de 287%, ainda muito distante do peso relativo dos negros no conjunto da população.

Para a elite brasileira, a formatura de João é uma realidade insuportável, porque a lógica da nossa sociedade escravocrata seria conceder a pessoas como João um mero serviço de trabalhador braçal ou um sub emprego nas grandes cidades, sem ameaçar os espaços garantidos e consagrados da classe média branca, portadora de patrimônio e privilegiada pelas zonas de falsa ‘neutralidade’ meritocrática.

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