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Policiais se dizem traídos por Bolsonaro e devolvem o pato do golpe da FIESP: que isso significa?

A União dos Policiais do Brasil (UPB), integrada por inúmeras entidades, entre as quais a COBRAPOL, fez história e moveu pedras importantes no tabuleiro contra o golpe fake news ao reunir  todas as organizações que a compõem no sentido de reforçar a mobilização para este dia 21 de maio na Esplanada dos Ministérios.

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Ao manifestar a insatisfação da categoria policial em relação Governo Federal que, segundo essa União dos Policiais,  desconsidera as particularidades e peculiaridades da atividade de risco desempenhada pelos servidores de segurança pública.

Os policiais são justos ao gritarem que a aposentadoria deles não é privilégio. É direito. A de todos os trabalhadores e trabalhadoras, também.

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Neste portal e no canal Cartas Proféticas eu sempre afirmei que os e as policiais traem a classe trabalhadora e o povo quando se aliam ao Estado burguês e, em obediência a hierarquias fascistas e borras bostas do mercado neoliberal, usam os recursos e salários públicos para maltratar o povo nas manifestações, nas lutas por direitos e no enfrentamento dos traidores da democracia e da Pátria, como Jair Bolsonaro, sua família e todo o seu governo.

Os policiais foram certíssimos e devem contar com a solidariedade nacional quando afirmaram seu sentimento de serem traídos por Bolsonaro, como discursou um de seus oradores no palanque à frente das Esplanadas: “hoje, o sentimento que nós carregamos é o sentimento de traição. É o sentimento de traição porque nós fomos esquecidos. E fomos esquecidos propositalmente”.

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Porém, é bom que sejamos honestos, senhores e senhoras membros da União dos Policiais do Brasil: 1. Se houve decisão de devolver o pato da FIESP golpista é porque vocês deveriam reconhecer que as forças policiais se permitiram ser usadas pelos golpistas, pelo fascismo e pelos traidores que deram um golpe no Estado brasileiro. As policias foram usadas como patos na sopa neoliberal. Deixaram-se usar para judiar do nosso povo, a quem deveriam servir com dedicação, cuidado  e muito respeito. Policiais bateram em estudantes, como foi o caso daquela jovem universitária que teve um olho vazado a bombas na Avenida Paulista ao protestar contra o golpe do pato e o pato do golpe. Outros atos foram atacados agressivamente por policiais obedientes ao fascismo, diferentemente de agora na defesa de seus justos direitos à aposentadoria digna, mesmo sendo parte de uma hierarquia souberam dispor da coragem de afirmar que Bolsonaro é traidor, como de fato é mesmo. 2. A mobilização da polícia para protestar contra a traição deveria se marcar como movimento forte na ruptura com o espírito traidor fascista que perpassa a polícia de modo geral, fazendo desses agentes públicos coxinhas, que abusam do poder para perseguir e matar jovens negros, pobres e trabalhadores. Nesse sentido, o discurso do delgado que transmitiu a mobilização da marcha pela  Br 53, afirmando que essa traição do Bolsonaro desestimula os policiais a continuarem servindo a população, dando-lhe segurança, se revela alienado, para não dizer  covarde. Não é essa a atitude digna de quem luta pelo povo. Tal fala representa muito mais oportunismo e o sentido de querem ser contemplados por recompensas de privilégios por terem apoiado o golpe de Estado e por acreditarem nas promessas milicianas golpistas, discriminando  toda a classe trabalhadora, a mais perseguida e cruelmente acossada nos seus direitos.

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A postura justa da polícia exige que tome o lado certo, o da classe trabalhadora, já que são cidadãos e cidadãs fardados e fardadas para servirem ao povo e não à leite golpista, que quer a todos atrás daquele pato amarelo desgraçado.

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