pobres com bolsonaro

Por que pobres apoiam Bolsonaro? Por que tanto ódio em forma de fundamentalismo e de fascismo?

Outro dia  ao entrar pelo portão de pedestres do prédio onde moro encontrei o porteiro, um trabalhador pobre e negro,  que se desdobra cuidando dois prédios, tentando me conquistar para votar em Bolsonaro. Aliás, na ingenuidade e ignorância (no sentido de não conhecer a realidade) do meu amigo,  que tem nome de uma figura inglesa (que ele abrasileirou na pronúncia), o capitão de pijama, esfaqueado pelo próprio ódio que germina na sociedade, é a solução para todos os nossos problemas.

E assim é com negros, pobres, mulheres, jovens, trabalhadores etc que, contraditoriamente, se animam com aquele que representa o que é mais atrasado, perverso, indigno e desumano do capitalismo, da elite, do golpe e do imperialismo decadente.

Seguidamente nos chocamos com parentes queridos e trabalhadores, com pessoas como alunos e alunas também aqueles nosso amigos que se “convertem” a uma igreja “evangélica” ou à renovação carismática, pessoas tão “santas” que pareciam tocar os anjos e a divindade, num repente se tornaram donas de verdade,  ensinando que somente suas “verdades” são as certas, doutrinadoras chatas que ingenuamente usam o discurso surrado e cifrado da Globo, moralista e intenso de farisaísmo, contendo a palavra CORRUPÇÃO como eixo símbolo de pureza e de indignação contra o que ignorantemente chamam de “os políticos”.

Espantados com a explosão do fascismo irracional, moralista e fanatizante  nos perguntamos como pode isso acontecer? Há até pais e mães que se culpam avaliando onde falharam permitindo que filhos e filhas caíssem nos braços de gente como Jair Bolsonaro, Hamiltou Mourão, Villas Bôas, o ruralista Ronaldo Caiado, em primeiro lugar nas pesquisas para o governo em Goiás,  e outros incendiários pregadores da violência da destruição de nossas raízes mais queridas e definidoras de nosso jeito de sermos brasileiros.

Como que de repente as pessoas tão boas, com quem convivemos, parecem virar demônios incontroláveis, achando-se donas da verdade, irônicas e agressivas? De onde saiu essa fúria avassaladora se partidarizando e virando votos de extremo perigo para o Brasil?

Para entender essa avalanche de contradição e de ódio destrutivos de uma histeria de massas é bom ler o resumo, bem resumido em forma de reportagem que os jornalistas Leonardo Fernandes e Pedro Ribeiro Nogueira, do Brasil de Fato, fazem sobre a desgraça do neoliberalismo e que o que essa praga capitalista faz com os pobres,  jogando-os contra eles mesmos.

Numa das mesas  do “Seminário Ameaças à Democracia e à Ordem Multipolar”, a intitulada “O progressismo e o neoliberalismo em um mundo em desenvolvimento”, que contou com o maior intelectual estadunidense vivo,  Noam Chomsky, uma excelente e bem fundada  explicação para esse fenômeno nem sempre de fácil compreensão a olhos nus.

O filólogo Noam Chomsky estudou esse fenômeno na Suécia, um dos países baluartes do neoliberalismo na Europa. Lá os pobres engordaram de votos os partidos de extrema direita de inspiração em Adolfo Hitler por que os governantes neoliberais as joga na miséria e sem direitos, como é da marca do neoliberalismo. Então, despolitizados –  vazios de formação política e de compreensão das causas de sua situação – com raiva  votam contra os refugiados vindos de países bombardeados,  destruídos exatamente pelos Estados Unidos, pai da praga deste século, que sustenta as grandes corporações de empresas poderosas que invadem os países de solos ricos de matérias primas.

Acesse abaixo a resenha elucidativa que ajuda e entender as causas do crescimento do fascismo ao redor do odioso Jair Bolsonaro e dos fanáticos analfabetos políticos que o apoiam.

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