Estupro nunca mais

Por que tantos maus tratos e assassinatos de mulheres no Brasil?

Por que “homens” maltratam e matam mulheres – suas companheiras, parentes,  trabalhadoras, professoras etc – se elas são fonte de vida, de amor, de solidariedade, de sentido coletivo e de desprendimento, valores indispensáveis na construção da civilização?

No blog de Fernando Morais, o Nocaute, há um esforço para responder essa pergunta inquietante, reconhecendo o  patriarcalismo, o machismo e o conservadorismo como desvalores causadores de crimes tão brutais e condenáveis.

“Para definir a motivação, considera-se que o crime deve envolver violência doméstica e familiar, e menosprezo ou discriminação à condição de mulher.

Na avaliação da promotora de Justiça e coordenadora do Grupo Especial de Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher (GEVID) do Ministério Público do Estado de São Paulo, Silvia Chakian, a lei do feminicídio foi uma conquista e é um instrumento importante para dar visibilidade ao fenômeno social que é o assassinato de mulheres por circunstâncias de gênero. Antes desse reconhecimento, não havia sequer a coleta de dados que apontassem o número de mortes nesse contexto.

Silvia Chakian afirma que a lei é um ponto de partida, mas que sozinha não será capaz de acabar com crimes de feminicídio. “Como um problema bem complexo de causas sociais que estão relacionadas a aspectos da nossa sociedade – ainda tão patriarcal, machista e conservadora – não existe uma fórmula mágica, é necessário um conjunto integrado de ações”.

A solução para os maus tratos femininos e o feminicídio passa por muita luta não somente da mobilização das mulheres contra o machismo, subproduto do capitalismo, mas de toda a sociedade.

Silvia Chakian argumenta ainda que “a gente não vai avançar na desconstrução de uma cultura de discriminação contra a mulher, que está arraigada na sociedade, nas instituições e em nós mesmas, sem trabalhar a dimensão da educação”.

Acesse o Nocaute para ler todo o texto.

Colabore com este blog.

Compartilhar:



Responder

Seu email não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *.
Os comentários expressam a opinião de seus autores e por ela são responsáveis e não a do Cartas Proféticas.