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“Porongos, a traição aos negros farroupilhas”: a história racista e vergonhosa dos gaúchos

População negra do Rio Grande do Sul que se identifica com o gauchismo é crítica com a sonegação de parte da história do seu estado / Fotos: Divulgação/Piquete Lanceiros Negros Contemporâneos

O 20 de setembro é o Dia do Gaúcho. Muitos exaltam os feitos da Revolução Farroupilha. Mas essa história é só orgulho?

Boa pergunta, geralmente quando nos lembramos do gauchismo nos vêm a mente os Centros de Tradições Gaúchas (CTGs), verdadeiros templos do machismo e do conservadorismo, que durante a ditadura civil-militar eram escolas de deformação com base na doutrina dos golpistas fascistas, depois viraram comitês para eleger o pior governador do Rio Grande do Sul, o Sartori e sua gangue apoiadora do vampirismo de MiShell Temer;  da Califórnia Canção da Nativa e outros festivais da mesma espécie, que, em muitos casos, viraram indústrias de músicas de exaltação dos  patrões e ruralistas também apoiadores do atraso, dos golpes e da direita. Tanto que os poemas gaúchos emergidos daquele antros de atraso denominam Deus de “patrão velho lá de riba”. O deus da poesia gauchesca nada mais é do que a projeção da cultura da dominação, mais ou menos como as falsas poesias e músicas “sertonojos” do Centro Oeste.

No 20 de setembro, chamado “dia do gaúcho”, a nota dominante dos eventos de comemoração da guerra derrotada dos farrapos é a exaltação do lado patronal, patriarcal e tirano dos que se consideravam donos do Rio Grande do Sul. Os mesmos que apdrejaram e deram tiros na “Caravana da Cidadania” do ex presidente Lula.

As celebrações do dia do gaúcho “esquecem” de discrimanções violentas como retrata a lenda famosa do Negrinho do Pastorei. Nela transparece o sentido mau, injusto, tirano e daninho da humanidade dos negros,  indígenas e pobres feitos, primeiro escravos e depois peões despojados de dereitos a patrimônio, à cultura, aos estudos e à participação política.

A propósito de revelar as injustiças praticadas pela guerra dos faroupilhas o jornalista Marcelo Ferreira, do Brasil de Fato, resenha a traição imposta  pelos fazendeiros ao atacarem pela madrugada e matando mais de 100 Lanceiros e Infantes Negros.

O fato conhecido como os Porongos é mais a feia parte da história gaúcha, feita de traição e de combinação assassina entre Davi Canabarro e Duque de Caxias. “No dia 14 de novembro de 1844, mais de 100 negros foram assassinados e os que sobreviveram foram enviados à corte brasileira”, descreve Marcelo.

“Foi um massacre! Não foi uma batalha em que as duas partes estavam posicionadas para combater. Foi um ataque surpresa, como era na maior parte do tempo dessa revolução de guerrilhas. Nesse caso, o acampamento foi atacado de surpresa ao amanhecer e essas pessoas estavam sem munição”, esclarece Juremir Machado da Silva, autor do  livro “História Regional da Infâmia: o destino dos negros farrapos e outras iniquidades brasileiras”. “As munições haviam sido retiradas pelo comandante Canabarro, mesmo com aviso da proximidade das tropas” imperiais, continua o jornalista Ferreira.

Acesse abaixo o linque do site Brasil de Fato para ler essa bela resenha. 

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Porongos, a traição aos negros farroupilhas

2 Comentários

  1. Estudem um pouco mais antes de publicar, algo que vocês não tem conhecimento.
    Distorcem os fatos para alcançar o ipobe.

  2. Essa é uma grande mentira, infelizmente distorcida para justificar as demandas de organizações ideológicas do contexto racial. Acabo e argumento e tenho provas históricas que o pobre Canabarro jamais traiu os lanceiros negros.

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