Fascismo e repressão

‘Práticas fascistas são fundamentais para manutenção do modelo capitalista’

Este blog busca conteúdos como  chaves sérias para interpretar a realidade, muitas vezes nebulosa e turvada no senso comum pela mídia e por um turbilhão de aparelhos ideológicos massacrantes, como a própria religião faz muitas vezes como se lê aqui.

As notícias são mais do que os fatos arrolados e despejados em nossas caras. É preciso entendê-las e, humildemente, contar com quem compartilha fundamentos teóricos como ferramentas de leitura.

Este é caso do juiz e doutor em Direito Rubens Casara, que alerta para os elementos do fascismo que contribuem para formar um pensamento homogêneo – dominante e único – que elimina a diferença, só admitida “se puder ser transformada em mercadoria”, se as pessoas se venderem.

São Paulo – Um Estado que retoma o ideário neoliberal e fortalece seu poder repressivo para conter parte da população “indesejável”. Esse é o modelo que caracterizaria a “pós-democracia”, conceito utilizado pelo juiz do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro e doutor em Direito Rubens Casara.

No Brasil, esse Estado adquire características próprias, já que o país “se acostumou com o autoritarismo”, segundo o jurista. “As grandes transformações brasileiras foram feitas de cima pra baixo, sem grandes rupturas, de modo a se mudar para que as coisas continuassem do jeito que estavam, a chamada lógica de Lampedusa. O brasileiro foi levado a acreditar no uso da força, da violência para resolver os mais variados problemas”, aponta.

O brasileiro foi levado a acreditar no uso da força, da violência, para resolver os mais variados problemas.

E se em outros períodos da História o fascismo foi um obstáculo para a efetivação do capitalismo, hoje ele se tornou um aliado. “Práticas fascistas são fundamentais nesse controle da população e na formatação de um pensamento homogêneo que é interessante para a sociedade de consumo, já que a diferença no contexto do Estado Pós-Democrático, para a razão neoliberal, só é admitida se puder ser transformada em mercadoria.”

Leia e se enriqueça com a entrevista com o juiz e doutor Rubens Casara,  dada a Glauco Faria do RBA.

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