classe mérida e intervenção militar

Predileção da classe mérdia pelos pênis dos militares

Por Márica Tigani*

Vou falar um pouco sobre fardas e essa predileção que os ” homens de bens” possuem por militares no momento em que se dão conta que fizeram merda ao pedirem  impeachment.

Vejam que em momento algum essa gente se arrepende: o arrependimento por ter se oposto ao governo popular do PT seria uma evolução no pensamento e atitudes dos reacionários que infelizmente nao ocorre em breve tempo.

Tudo começa no ” direito à propriedade”. O indivíduo classe  MÉRDIA  ( embora haja pobres de direita nessa) são os grandes manifestantes contra a democracia e a favor do direito à ” liberdade” ( ilusória) que o capitalismo lhes faz acreditar.

O FALO é ancestralmente símbolo de poder. Em diversas culturas e civilizações antigas, aparecem amuletos com o formato de pênis, cuja finalidade principal seria trazer força ao seu dono. Freud inclusive , como estudioso da psiquê, tinha uma vasta coleção de falos de todos os tamanhos encontrados em suas viagens  e provenientes de civilizações antigas da Ásia, África e Europa.

O Brasil é um país de impotentes de direita  em busca de um falo: há uma expressiva soma de ACÉFALOS e INCULTOS, o que na prática resulta  em  impotência psíquica e que produz  predileção por regimes de força, os quais  simbolizam o FALO que nao se possui do ponto de vista inconsciente. Em outras palavras, a falta de compreensão política somada ao analfabetismo funcional e à defesa da Tradição, Família e Propriedade, produzem a grande sensação de impotência que se vê na classe Mérdia, aquela que teve importante papel na gênese do golpe da direita. Quando falham seus mecanismos de defesa, que onipotentemente acham infalíveis (panelas, truculência e  vestir- se de  verde- amarelo) o que sobra para o acéfalo e analfabeto político na defesa da propriedade privada? Usar uma ” prótese” peniana simbólica que lhes devolva a sensaçao de poder. Aí é que entra a adoração da classe mérdia e dos pobres de direita pela farda e regimes de exceção.

Quando vejo homens e mulheres ajoelhados  de forma humilhante frente à um quartel pedindo  a volta dos militares no poder, penso na grande angústia que os invade frente à constatação do quão ilusório é o mundo onde vivem e o quanto lhes faltam recursos psicológicos para lidar com a realidade dura  da modernidade :tudo que é sólido desmancha no ar. É preciso ajoelhar- se pedindo o falo simbólico perdido ,quando panelas, bandeiras e truculência fascista falham frente à realidade de que o  filet mignon capitalista é  apenas do 1% de ricos e o  que o resto da pirâmide social representa  apenas  trabalho  e  alienação que ajudam a  sustentar  os lá de cima.

(Marcia Tigani).

*Marcia Tigani é médica, especialista em psiquiatria pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e pela Associação Brasileira de Psiquiatria.Pós graduada em Saúde Mental e Coletiva pela Universidade de Taubaté(SP).Participou da implantação de novos equipamentos em Saúde Mental na gestão municipal petista de Angela Guadagnin. É filiada ao PT desde 2016. Escritora e poetisa, sendo seu livro de estréia lançado na Bienal Internacional do Livro de Sao Paulo :” Caminhante: prosas e rimas ao vento”.Atualmente dedica- se à clínica psiquiatrica  em São José dos Campos(SP) e Caçapava  e  a  escrever artigos políticos e poesias publicados em diversos sites da internet e colunista do Cartas Proféticas.

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