professor racista

Professor que comparou cerveja escura a mulher negra se torna réu por racismo

Atos racistas, até os chamados de piadas ou de “brincadeirinhas”, devem ser rechados e denunciados veementemente.

O judiciário efetivamente dedicado a fazer justiça, muito além e antes de montar convicções fundamentalistas e fascistas, de fabricar balcão de negócios para juizes e procuradores ganharem rios de dinheiro com palestras exibicionistas, deve se postar atento aos crimes de racismo e machismo.

Crime de racismo e de machismo se unem na idiotice do professor da notícia abaixo.

Cada vez que se fizer brincadeiras racitas como a comparação entre mulher negra e cerveja preta se chocoteia e faz sangrar nos troncos os negros escravizados desumanamente pelos donos das terras e ladrões das riquezas do Brasil.

Veja a notícia abaixo.

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Um professor do Instituto Federal Fluminense (IFF), em Campos dos Goytacazes, no norte do estado, será investigado pelo crime de racismo. A 2ª Vara Federal de Campos aceitou denúncia feita pelo Ministério Público Federal contra o docente Maurício Nunes Lamonica.

Em março do ano passado, o professor postou mensagem nas redes sociais comparando a mulher negra a uma cerveja escura. Em uma foto segurando uma cerveja, ele disse: “Para ninguém achar que eu não gosto de afrodescendente”. E acrescentou: “Nega gostosa. Uh! Foi mal”.

Para Justiça Federal, a declaração do professor sugere desprezo pela população negra e se encaixa em discriminação pela cor de pele. Na denúncia, o MPF reforça que o racismo não está apenas na comparação entre a cerveja e as mulheres negras, mas também na ironia.

N denúncia apresentada à Justiça, os procuradores destacam também o fato de a agressão ter sido feita por um professor, que tem o papel de educar, e ter sido disseminada pela internet, com rápida repercussão.

Na época, o professor foi denunciado pela Comissão de Igualdade Racial da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Campos, que elaborou uma notícia-crime contra Lamonica.

Racismo coloca em risco a vida de mulheres negras

O movimento de mulheres negras chama atenção para a relação entre machismo e racismo, que reforça estereótipos de gênero e contribui para aprofundar desigualdades. A coordenadora da organização não governamental Criola, Lúcia Xavier, vem alertando para a sexualização de mulheres negras, que tem um fundo histórico, e é responsável pela desvalorização da vida delas. O resultado, afirma, está no crescente índice de violência.

Pesquisa da Organização Mundial de Saúde (OMS) constatou, por exemplo, que o número demortes violentas de mulheres negras aumentou 54% em dez anos, entre 2003 e 2013, chegando 2.875 vítimas. No mesmo período, homicídios de mulheres brancas caiu 9,8%.

Agência Brasil. 

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