Cunha-Moro

Quando golpistas sujos ajudam a verdade: em entrevista Eduardo Cunha, um dos maiores corruptos, fala sobre os objetivos de Sérgio Moro

De acordo com a narrativa do evangelista Lucas, Jesus ao entrar em Jerusalém cercado pelo povo, pelos pobres e pelos seus disciípulos, cantando e dizendo saudações ao Messis, grupos de fariseus pediram-lhe que os mandassem se calar. Jesus, então, lhes respondeu: “Digo-vos que, se estes se calarem, as próprias pedras clamarão” (Lc 19, 40).

Verdade eterna! Na situação do Brasil agora, quando muitos se calam diante das mentiras da mídia, das manipulações da direita neoliberal corrupta (esta sempre é corrupta por natureza), quando oportunistas dão razão a Antonio Palocci na sua cavalgada da traição e abrem as pernas prostitutas aos golpistas do judiciário e aos mecanismos ensurdecedores e cegantes dos aparelhos poderosos que nos ameaçam, como os gorilas que batem as botinas ditatoriais,  fazendo cara feia com cálculos matemáticos sem vergonhas, das masmorras eis que saem também verdades que sempre proclamamos aqui.  Mesmo que o que diz Eduardo Cunha  venha misturada com veneno, lama e fezes, ajuda-nos no desmascaramento dos fariseus.

Os que golpeiam, manipulam e oprimem são contraditórios e de traição de alta intensidade, mesmo entre eles.

Pois não é que Eduardo Cunha – aquele do “somos milhões de Cunhas” – dá entrevista à revista imunda Época da Rede Globo e denuncia os objetivos torpes e assassinos do Brasil.   Sérgio Moro, o mimado burguês chefe da republiqueta cloacal de Curitiba, no seu apaixonado serviço traidor da Pátira,  de entrega do Brasil nas mãos dos Estados Unidos age com lógica arrasa quarteirão.

“Preso há quase um ano, o homem que derrubou Dilma fala pela primeira vez. Ele denuncia um mercado clandestino de delações – e diz estar pronto para contar o que sabe à nova procuradora-geral da República”, escreve Diego Escosteguy, repórter da Época.

Sobre as intenções de Sérgio Moro, Eduardo Cunha – o ídolo dos coxinhas analfabetos políticos e fascistas – diz: “Nós temos um juiz que se acha salvador da pátria. Ele quis montar uma operação Mãos Limpas no Brasil – uma operação com objetivo político. Queria destruir o establishment, a elite política. E conseguiu.”

Continua Cunha a demonstrar as imundíces das delações premiadas como indústria de calúnias, de circulação de muito dinheiro e corrupção no judiciário dos moralistas feriseus e histéricos,  grávidos  de convicções.

Além de corroborar com as denúncias de que a força – fraca e desmoralizada etica e politicamente – tarefa lava jato tem como objetivo destruir a indústria nacional, produzir desempregos para reforçar as tais “reformas” trabalhistas, da previdência abaixo de muita terceirização e escravização da classe trabalhadora.

Veja entrevista tipo “as pedras clamarão” na revista Época da Globo.

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