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Quem é o gado e de onde saíram os dançarinos da morte em apoio ao miliciano Bolsonaro?

Por Dom Orvandil.

Muitas pessoas se entendem surpresas e chocadas com as manifestações cifradas e estereotipada dos apoiadores ridículos do miliciano Jair Bolsonaro.

Por outro lado, setores críticos denominam o comportamento uniforme de tropa, porque sem surpresas e sempre repetidos,  como múmias idiotas,  que gritam pelo mito deles e o chamam de presidente.

Como bois conduzidos por berrantes soprados por tropeiros igualmente rústicos, cabestreados ideologicamente por proprietários escravocratas, o gado irracional se quer busca pastagem e água fora da tropa, tal é o controle a que se submete, com seus bois mais gordos achando que são livres.

A dancinha da morte na avenida Paulista, nas manifestações ridículas de sábado em  apoio à quebra do isolamento social, na Wall Street da burguesia atrasada brasileira, pedindo o impeachment e a morte do neoliberal golpista João Dória, que só se elegeu na onda reacionária da campanha fake news do esfaqueado mentiroso, no entanto, é apenas mais um gesto de fantoches debochados e pregoeiros da morte.

No domingo o próprio miliciano, no auge do ridículo, fazendo o papel tosco esperado pelos que ele representa, se dirigiu ao gado chamando-o de povo,  discursando como sustentação implícita, mas evidente, ao “clamor” por golpe militar na volta do Ato Institucional número 5, a ação política mais simbólica do terror da ditadura militar de 1964.

As faixas pedindo intervenção militar, volta do AI 5, de retorno ao “trabalho” feito pelos outros, já que a boiada não trabalha, eram todas verdes e com o mesmo tipo de letras, mostrando que foram feitas pela mesma empresa e distribuídas para exposição pelos ignorantes e toscos, como o seu “mito”.

E assim é todas vezes em que a boiada sai às ruas, com a diferença de que desta vez “marcharam” em carros luxuosos, todos caríssimos, comprados com o suor daqueles que desejam matar por contaminação do coronavirus, na prática  efetiva da política genocida aplicada internacionalmente pelos donos do sistema neoliberal.

Os dançarinos da morte, no entanto, não  se diferenciam do gado em essência. Todos sabemos de onde saem e para onde são levados.

A boiada dos carros de luxo, invocadora da morte, da ditadura, do genocídio, da tortura, do estrangulamento da democracia, mesmo a burguesa e socialdemocrata, composta de idiotas analfabetos, berrões sem conteúdo sério, são de origem incerta e imprecisa a olhos nus.

Muitas pessoas fazem duas perguntas sobre os fascistas e fundamentalistas: quem são e onde estavam?

Ora, essa turma caótica começou a reaparecer com os mbl, os vem pra rua, os contra tudo o que está aí, os mais hospitais e menos estádios de futebol, com os “somos milhões de Cunhas”, os “somos todos Sérgio Moro” e até os aecistas.

Os que batem nos peitos sarados e turbinados, se dizendo bolsonaristas não são nada. São os mesmos de sempre: atrasados, perversos e ignorantes.

Não existe bolsonarismo como não há lulismo.

Para uma corrente se estabelecer é necessário muita substância teórica, científica e mudança progressista de paradigmas, com ampla consenso coletivo, como diria o filósofo Thomas Kuhn. E precisa de muitas décadas para se afirmar no conserto geral.

Ora, nada disso ocorre com a boiada. Suas características são o oposto da fundação de uma corrente de pensamento. São preguiçosos intelectualmente, rasos teoricamente, odeiam quem é inteligente e estuda, são feios, ridículos, sua estética é horrendamente grosseira, seus ídolos são assassinos e pés de barro, não avançam, mas o que defendem, pelo contrário,  são  puro atraso e berram pelo que já aconteceu como desgraça da humanidade.

Essa boiada saiu das escolas e faculdades – principalmente as de fundo de quintal, puramente comerciais – com salas de aulas lotadas de pessoas encontradas pelos donos de instituições  de ensino com interesse comercial,  tão somente, que se aproveitaram dos programas sociais dos governos populares, das bolsas de estudos, sob professores desqualificados, daqueles que não estudam, com métodos de slides e as tais aula práticas sem conteúdo e profundidade, sem nenhuma visão humanista e social da educação. Diziam que a prioridade era formar mãos de obra para o mercado.

Muitos desses alunos pararam pelo meio do caminho, absorvidos pelo sol a sol opressivo da boiada engolida pelo matadouro do mercado. Muitos outros concluíram os cursos sentando-se ao fundo das salas, usando o what’s app como ferramenta imbecilizante de comunicação, sem nada lerem e ainda se aproveitando dos esforços de outros na elaboração dos tais trabalhos em grupos.

Vazia eticamente, essa orla marginal e lumpemproletária agia como agente de discórdia, de fofocas e perseguição de professores, a quem deduduravam e contra quem promoviam freqüentes e desumanos abaixo assassinados, jogando-os no olho da rua e na miséria.

Nas empresas esses “alunos” nada mais eram do que puxas sacos e inimigos da classe trabalhadora. Tudo o que buscavam eram empreguinhos miseráveis para sustentar sua mediocridade. Para tanto,  passavam por cima de colegas na trituração deles e delas para ficarem com seus empregos.

O nível de maldade dessa gente era de tal monta que não se inibiam em estourar carros dos professores, furar pneus e de até ameaçarem meus colegas em estacionamentos.

Lembro-me que dei aulas e fiz palestras sobre o ENEM e sobre como elevar o conhecimento lendo a bibliografia de qualidade desse programa e do quanto fui ofendido com acusações rasteiras e desrespeitosas a autores e pesquisadores que taxavam de esquerdistas, de petistas e de comunistas, sem jamais saberem nada sobre nenhuma dessas afirmações.

Numa sala de aula em 2014 um grupo dessa orla, sentado ao fundo da sala de aula, gritou que Lula e Dilma deveriam ser enforcados. Culpavam aquelas autoridades pelo rigor do ENEM e pelos autores de fôlego teórico que embasavam o exame.

As igrejas – todas – foram também estábulos de alimentos desse gado desvairado, que berra pelas ruas do Brasil.

Com sermões piegas, rasos bíblica e teologicamente, eivados de mentiras “santas”, pastores e padres engordaram bois e vacas para a boiada do fascismo, essa praga degradante do país e da paz.

Direitistas e reacionários, como se isso fosse da índole da fé, a boiada ouviu asneiras contra o socialismo, confundindo-o com o comunismo. As idiotices tentavam assustar com a mentira de que os comunistas comem criancinhas porque são ateus e não amam Deus, ignorando a natureza laica do Estado, do conhecimento e da luta.

Os berros da boiada neste final de semana mostrou pastores picaretas e padres apodrecidos “orando” pelo “presidente”, em apoio ao fascismo e ao genocídio.

As polícias e militares também são estábulos onde bois fascistas foram engordados com o feno nazista, eivado de racismo, de machismo, infanticídio, homofobia e comunisticídio.

Dessas fontes absolutamente mentirosas e violentas saíram muitos dos bois da boiada ensandecida como pequena base do milicianismo no Planalto.

Certo, o que fazer?

Essa boiada nada representa moralmente. Não tem proposta digna de respeito e de patriotismo.

Deve ser deixada de lado. A raiz da resistência é a classe trabalhadora e seus aliados.

É a classe trabalhadora que deve se articular no protagonismo como vertente da energia que tomará o poder.

Ela deve ser o núcleo de todos os esforços na tomada do poder, derrubando esse sistema carcomido e criadouro da barbárie.

Acesse também e compartilhe:

– Pastor evangélico sério e cristão denuncia a participação genocida de falsas igrejas criminosas em apoio ao miliciano Bolsonaro.

– A morte em massa é cria do mercado adotada por Bolsonaro e tonificada com as receitas necrófilas de Nelson Teich.

– Dicas para convivências no deserto do isolamento social (1);

– Dicas para convivências no deserto do isolamento social (2): “O diálogo”.

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