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Relacionamentos narcísicos abusivos entre evangélic@s!

O grande drama entre o dever ser e o que se consegue ser são os caminhos contraditórios do contra ser.

Nos ambientes pretensamente cristãos o amor ensinado, sobretudo radicalizado na prática de Jesus, deveria ser o valor nutridor e regulador das relações de respeito, de dignificação, promoção, libertação e, antes de tudo, do serviço no cuidado das pessoas. A contradição se dá quando tudo isso guinda para o mundo das ideias, das intenções, das orações, das pregações, muito distante do terreno concreto dos elos dos casais, como se vê todos os dias.

Abusos ocorrem nos discursos enxertados de vocábulos ofensivos, de agressões degradantes, derivando para as ameaças explícitas, em muitos casos decorrendo em violência com danos físicos graves e até ao extremo do feminicídio, engordando as estatísticas durante estes dramáticos anos de pandemia, quando os casais convivem mais tempo nos mesmos espaços residenciais e de trabalho ‘homeoff”.

As causas para tal incoerência entre o que os casais sentiram no início de seus relacionamentos ao se entregarem à admiração, declarando juras de amor eterno e resistente a todas as agruras e o que experimentam, depois,  num cotidiano  eivado de desrespeito e de violência, são explicadas por muitas definições e a partir da corrente dos sujeitos em reflexão ou vítimas dos abusos.

Para certo feminismo a causa dos abusos é simplesmente o fato de o homem ser masculino. Logo, cada ser dotado de genitais que o definem desde bebê como “homem” já o tornam inimigo da causa e alvo de guerra constante. Sobre os homens sempre cola a placa em tipos garrafais e luminosos: MACHISTAS!

As feministas desta corrente ao se depararem com o sexo masculino, seja gay ou heterossexual, principalmente este, catam dedicadamente algum traço, alguma atitude, alguma palavra, algum gesto infeliz para jogarem o “excomungado” nas chamas do inferno, classificando-o sob juízos esguichados de MACHISTA. Para elas todos os machistas merecem morrer.

O interessante, e isto é missão para a turma da psicanálise e da psicologia clínica, é que estas feministas não vivem sem um homem, até mesmo de um que sonhe por elas, que as amparem, que abra seus músculos protetores sobre suas fragilidades. Ninguém viu uma feminista dessa corrente sem um homem, nem que seja para falar mal dele na sua ausência, talvez com o objetivo consciente ou inconsciente de justificar sua contradição.

Há mulheres, entretanto,  que abraçam sua feminilidade de forma solidária e eticamente responsável. Estas não se contentam com o estigma “machismo” nascido na década de 60 na onda porra louca do “faça amor e não faça guerra” e do “paz e amor” em protesto à guerra fria, mesmo que não fossem muito fundamentadas para essa causa. Cada vez mais líderes na academia, nos parlamentos, nos governos, nos executivos das empresas nas lutas populares, onde nos encontramos com mulheres indígenas caciques, desmistificando o masculino como única possibilidade para o enfretamento dos conflitos que os ameríndios enfrentam com os grupos assaltantes de suas riquezas e culturas. Estas mulheres feministas não vivem à cata de machismo para subirem aos tribunais de seus juízos e levarem esses infelizes ao cadafalso.

Mas um espaço que surpreende pela existência de abusos graves e desumanos contra as mulheres é o das igrejas evangélicas, aqui sem generalização, mas com acentuada frequência em quase todas.

Os abusos por parte de maridos de mulheres pregadoras, pastoras e líderes, que lidam quase diariamente com públicos expressivos são frequentes e assustadores.

A frequência e o susto são por causa do fosso entre o dever ser e o que de fato é. As igrejas deveriam ser laboratórios e exemplos de relações profundamente afetivas, sublinhadas pelo serviço de todas as pessoas em favor de todas as pessoas. Não é coerente que as mulheres sejam vítimas da exploração denominada trípla ou quádrupla jornadas. Não é justo que os homens nada façam em casa em termos de lides domésticas e que as mulheres se sobrecarreguem com todas as tarefas do lar. Pior, é negativamente surpreendente que isto tudo desemboque nos abusos em forma de desrespeito e quando se tenta dialogar sobrevenham promessas de mudanças, mas sem compromisso arraigado no dever ser. Assim, nada passa de discurso e de intensões.

Muitas são as causas para essas contradições. Uma é o do abuso respirado e ingerido na sociedade capitalista, que é amplamente violenta e exploradora. Outra é a herança das famílias pregressas, também vítimas do capitalismo, onde as gurias foram jogadas nas lidas e aos guris tudo evitaram internamente no lar.

Neste sábado conversaremos sobre a possibilidade psíquica do narcisismo encalacrado no caráter masculino como causa dos abusos e até dos feminicídios.

O narcisismo como mau caráter dota as pessoas do sexo másculo da arrogância e falsa superioridade em relação à mulher. Sua autoadmiração percorre a vaidade com o falo, já que, para o narcisista, a mulher não tem o poder do pênis, carecendo, portanto, do homem para se satisfazer, para procriar e para se definir como fêmea. Segundo essa linha de raciocínio, o narcisismo integrado ao mau caráter, a esse jeitão mal construído de ser, faz do homem ser tirânico e perverso nas suas relações com as mulheres.

A pauta do PROGRAMA FÉ E LUTA, neste SÁBDO, 23/04/22, ÀS 11 HORAS debaterá o problema dos abusos contra as mulheres no contexto das igrejas evangélicas. Nossa convidada é a Pastora Jandernay Santos.

A Pastora Jandernay Santos tem a idade de 47 anos. É mãe do Iury. É fundadora do IDE  Ministério Apostólico. É líder do Ministério de Adoração com Arte. É bacharel em teologia desde 2010 pela Vision Internacional College &University. Trabalha de forma Virtual no apoio a vítimas de relacionamentos abusivos.

Mídias da Pastora Jandernay:

YouTube: Canal voltado para vítimas de relacionamentos abusivos com narcisista. “Dormindo com o Inimigo”.

Lives: Programa Falando a Verdade:        2ªs às 20horas;

4ªs às 20hs

6ªs às 21hs.

Transmissão ao Vivo para Rádio Nova Aliança;

PROGRAMAÇÃO DO CANAL E DO SITE CARTAS PROFÉTICAS

– Chimarrão Profético: todas as terças e quintas feiras, às 11 horas;

– Fé e  Luta: todos os sábados, às 11 horas;

– Mergulho nas Notícias: todas as quartas feiras, às 11 horas;

– Arte e Vida: todas as sextas feiras, às 19 horas;

– Reflexão do Evangelho: todos os sábados às 19 horas;

– Vigília e Resistência: sextas feiras, às 11 horas;

– Impactos das Notícias: notícias analisadas a qualquer momento (ao vivo).

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