Repressões com cara de ditadura servem de estímulo à luta

Caríssima Professora Maisa Patrícia Velloso, Três Pontas, MG
Vivemos contexto de ditadura, sem direito a manifestações e protestos contra o golpe que pisa e esmaga direitos.
Aqui em Goiânia o estudante de Ciências Sociais da UFG Mateus Ferreira da Silva foi atingido no crâneo por um golpe de cassetete desferido pelo capitão violento Augusto Sampaio de Oliveira Neto, da Polícia Militar do Estado de Goiás (PMGO), em atitudes notoriamente fascistas, durante manifestação no Centro de Goiânia, que era parte da programação da Greve Geral do dia 28 de abril, convocada pelas Centrais Sindicais, Movimentos Sociais e Frentes de Lutas.  (Leia mais aqui).
Em São Paulo, sede da polícia mais fascista do Brasil, de história de ódio às lutas sociais, no dia 28 de abril na histórica greve geral, militantes  do MTST foram injustificadamente presos. São eles os nossos irmãos patriotas Jucary, Ricardo e Luciano. Sofrem acusações de incitação ao crime, incêndio e explosão.  Os três foram levados nesta manhã do dia 02 para o Centro de Detenção Provisória Vila Independência, na Vila Prudente.
Guilherme Boulos, líder do MSTS, explica as razões das prisões: “Eles estão detidos até agora e tiveram pedidos de liberdade negados por motivos esdrúxulos. por uma juíza que alegou defesa da ordem pública, o que é típico de um regime de exceção. São presos políticos da greve geral”.
O desgoverno golpista, como os ditadores militares, teme o povo na sua ânsia de justiça e disposição de luta. Boulos continua: “É um governo que governa de costas para 90% do governo brasileiro. Não tem autoridade moral e apela para a repressão. Tiveram a cara de pau de dizer que a greve geral foi um fracasso. Fracasso é o senhor Michel Temer, o golpe que ele deu e que já está indo por água abaixo”.
Por experiência própria, professora Maisa, não temo errar que cassetetes, bombas, prisões arbitrárias e vereditos mentirosos de juízes e juízas colaboracionistas dos golpistas e traidores representam o medo dos fracos que se voltam contra o povo, por um lado, e, por outro, a coragem e a roça de quem não  se acovarda nem fica em casa à frente de TVs vendo as lavagens que os porcos despejam na tentativa de fazer da consciência do povo o seu próprio chiqueiro.
As prisões de Luciano Antônio Firmino, Ricardo Rodrigues dos Santos e Juracy Alves dos Santos são escandalosamente atos de uma juíza que participa de grupos e manifestações de direita e de caráter fascista, assim o denuncia Guilherme Boulos por sua conta no Twitter: “ESCANDALOSO! Juíza Marcela Filus, que determinou a prisão dos 3 ativistas do MTST na greve, é frequentadora dos atos do MBL e Vem Pra Rua”, escreveu o líder do MSTS.
A dona Marcela Filus, que é juíza do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), determinou a prisão dos três ativistas, não se sentiu impedida por ser reacionária e odiar a luta do povo. Pelo contrário, usou o cargo público, pago pelo povo, com o objetivo de fazer justiça e nos defender, esvaziando a missão do judiciário, para fazê-lo de aparelho de sustentação repressiva dos golpistas sujos e desonestos.
Os argumentos da falsa magistrada – falsa porque distorce a justiça e a vira contra os trabalhadores e os pobres – para prender os heróis populares se basearam nos relatos de policiais acostumados a bater, a torturar, a prender e matar pobres.
Isso ninguém saberia se não houvesse a luta e as denúncias do lado mesquinho, rubro e criminoso de pessoas como a dona Marcela Filus.
Tenho fé na luta e certeza de que tais barbaridades só fortalecem a luta e motivam os lutadores a marchar contra o golpe e suas injustiças.
Assim como centenas de pessoas fazem vigília à frente do hospital onde está o estudante Mateus aqui em Goiânia, exigindo a punição do capitão Augusto Sampaio, notório e conhecido abusador da autoridade que lhe é conferida pelo estado para dar segurança ao povo e conhecido usuário de métodos fascistas, também em São Paulo a mobilização na denúncia dessa juíza reacionária e indecente na sua missão de distorcer a justiça, se constituirão em  movimentos que fortalecerão ainda mais a luta, que parirá cada vez maior número de líderes e heróis.
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  • Abraços críticos e fraternos na luta pela justiça e pela paz sociais.
  • Dom Orvandil, OSF: bispo cabano, farrapo e republicano, presidente da Ibrapaz, bispo da  Diocese Anglicana Centro Oeste e professor universitário, trabalhando duro sem explorar ninguém.
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Um Comentário

  1. […] Fonte: Repressões com cara de ditadura servem de estímulo à luta – CartaS e ReflexõeS ProféticaS […]

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