Ricardo Lewandowski

Ricardo Lewandowski parece que começa a acordar

Desde que Ricardo Lewandowski, ministro do STF,   enfentou o turrão e traidor Joaquim Barbosa este blogqueiro teve esperança de que ele, até por ser filho de operário, se destacasse na defesa da justiça amparada pela Constituição e pela Carta Universal dos Direitos Humanos.

Porém, Lewandowski participou de maneira lamentável e covarde ao presidir as seções do Senado que golpeou a democracia e rebaixou a honra nacional ao votar o impeachmente contra a Presidenta Dilma Rousseff, fato desgraçado reposnsável por sermos governados por uma quarilha vendilhã do Brasil.

Depois, ao lado de seus colegas do STF e como parte do processo golpista, calou-se e omitiu-se diante de todas as atrocidades praticadas pelos golpistas, inclusive e principalmente por Sérgio Moro,  pelos lavajeteiros criminosos e delinquentes.

Porém, agora parece mexer os dedos em sinal de que acorda da sonolência pusilânime.

Em artigo Lewandowski se opõe com argumentos sérios às barbaridades das prisões ilageais e das delações que destroem reputações e que não são amparadas por provas.

Embora Ricardo Lewandowski não nomei, é óbvio que seu texto visa os abusos dos molequse mimados, irresponsáveis e fundamentalistas da republiqueta cloacal de Curtitiba.

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Leia abaixo o artigo do ministro Ricardo Lewandowski e que ele se levante horadamente em defesa do Brasil e da justiça.

Significado de devido processo legal

O conceito de devido processo legal aparentemente anda um pouco esquecido entre nós nos últimos tempos. Cuida-se de uma das mais importantes garantias para defesa dos direitos e liberdades das pessoas, configurando um dos pilares do constitucionalismo moderno.
Tem origem na Magna Carta, de 1215, através da qual o rei João Sem Terra, da Inglaterra, foi obrigado a assegurar certas imunidades processuais aos seus súditos.

O parágrafo 39 desse importante documento, ainda hoje em vigor, estabelece que “nenhum homem livre será detido ou sujeito à prisão, ou privado de seus bens, ou colocado fora da lei, ou exilado, ou de qualquer modo molestado […] senão mediante um julgamento regular de seus pares ou em harmonia com a lei do país”.

Tais prerrogativas foram sistematicamente reconfirmadas pelos monarcas subsequentes, sendo a expressão, “lei do país”, substituída pela locução “devido processo legal”, em 1354, no Estatuto de Westminster.

Com isso, os direitos das pessoas passaram a ser assegurados não mais pela mera aplicação da lei, mas por meio da instauração de um processo levado a efeito segundo a lei.

De lá para cá, essa franquia incorporou-se às Cartas políticas da maioria das nações democráticas, constando do art. 5º, LIV, de nossa Constituição, com o seguinte teor: “Ninguém será privado da liberdade ou de seus bens sem o devido processo legal.”

Trata-se de uma moeda de duas faces. De um lado, quer dizer que é indispensável a instauração de um processo antes da restrição a quaisquer direitos.

De outro, significa que o processo precisa ser adequado, ou seja, não pode ser simulacro de procedimento, devendo assegurar, no mínimo, igualdade entre as partes, o contraditório e a ampla defesa.

O devido processo legal cresce em importância no âmbito penal, porque nele se coloca em jogo a liberdade que, depois da vida, é o bem mais precioso das pessoas.

Sim, porque o imenso poder persecutório do Estado, detentor monopolístico do direito de punir, só se submete a temperamentos quando observada essa garantia essencial.

Nunca é demais lembrar que o processo atualmente não é mais considerado meio de alcançar a punição de quem tenha infringido as leis penais, porém um instrumento de tutela jurídica dos acusados.

Mas não é só no plano formal que o devido processo legal encontra expressão. Não basta que os trâmites, as formalidades e os procedimentos, previamente explicitados em lei, sejam observados pelo julgador. É preciso também que, sob o aspecto material, certos princípios se vejam respeitados.

Nenhum valor teria para as partes um processo levado a efeito de forma mecânica ou burocrática, sem respeito aos seus direitos fundamentais, sobretudo os que decorrem diretamente da dignidade da pessoa humana, para cujo resguardo a prestação jurisdicional foi instituída.

O direito ao contraditório e à ampla defesa fica completamente esvaziado quando o processo judicial se aparta dos princípios da razoabilidade e proporcionalidade ou do ideal de concretização do justo.

Com efeito, uma decisão que atente contra a racionalidade, a realidade factual ou os princípios gerais do direito universalmente reconhecidos, embora correta do ponto de vista procedimental, não se conforma ao devido processo legal substantivo.

Prisões provisórias que se projetam no tempo, denúncias baseadas apenas em delações de corréus, vazamentos seletivos de dados processuais, exposição de acusados ao escárnio popular, condenações a penas extravagantes, conduções coercitivas, buscas e apreensões ou detenções espalhafatosas indubitavelmente ofendem o devido processo legal em sua dimensão substantiva, configurando, ademais, inegável retrocesso civilizatório.

RICARDO LEWANDOWSKI é professor titular de teoria do Estado da Faculdade de Direito da USP e ministro do Supremo Tribunal Federal

 

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Um Comentário

  1. escrever e publicar um artigo, sendo ele um ministro do stf (com minúsculas mesmo) é muito comodo e fácil...
    quero ver se posicionar ao vivo e a cores durante uma sessão do supremo...

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