Cara conterrânea Profª Ana Lúcia Vargas, Alegrete, RS

Compartilho com a amiga conterrânea uma reflexão da atitude de uma mulher que iluminou o mundo.

Como a amiga sabe, vivemos momentos de profundos conflitos no Brasil e no mundo.

A paz é a grande sacrificada com vítimas humanas reais.

Aqui no Brasil a cruzada do ódio parece momentaneamente vitoriosa. O exemplo da publicitária Danielle Corrêa Tristão, que teve parte de seu dedo anular esquerdo decepado pela mordida da jornalista Ana Cristina Luzardo de Castro porque usava camiseta com a inscrição “Lula, sim” no Bairro Leblon, um dos mais ricos do Rio de Janeiro, é evidência de que pensar diferente provoca os nervos e o ódio nos intolerantes.

No Oriente Médio os palestinos sofrem massacres e genocídios seguidamente de parte dos sionistas instalados no governo de Israel. Crianças, mulheres e idosos são sempre os primeiros a serem eliminados sangrentamente pela intolerância de quem usa os aparelhos de Estado para oprimir e desterrar os pobres.

Porém, é preciso crer que o ser humano se salvará graças à compaixão de quem é capaz de transcender a tragédia dos preconceitos e das guerras.

A enfermeira judia Ula Ostrowski-Zak testemunhou que isto é possível. Ao saber de um acidente que matou o pai e deixou muito ferida a mãe do bebezinho palestino de 9 meses de nome Yaman, ela, depois de a criança passar  7 horas sem se alimentar e  com muita fome, prontamente o tomou nos braços e lhe ofereceu os seios. E assim Ula fez por 5 vezes na noite de 9 de junho deste ano.

Ula ouviu os apelos dos parentes de Yaman por uma ama de leite e, “sem pensar duas vezes”, disse ela, se entregou a essa pequena grande obra de compaixão, que as mulheres sabem e podem fazer, sem jamais pensar em arrancar as pontas dos dedos da mãe palestina.

O gesto de grandeza humana provocou repercussão junto aos familiares palestinos de Yaman: “as tias do bebê ficaram surpresas por uma judia ter concordado em amamentá-lo, mas eu disse que qualquer mãe faria isso. Elas me abraçaram e me agradeceram”, de consciência tranquila e em paz comentou Ula.

Testemunhando sua experiência sensorial, impressionando o mundo todo graças a forte repercussão nas redes sociais, a mãe, mulher e enfermeira judia disse: “eu o vi se acomodar confortavelmente nos meus braços. Ele fechou os olhos, em paz, e adormeceu. Foi natural”.

Este e milhões de outros atos de compaixão praticados  por pessoas justas e boas são capazes da parar o ódio e calar os canhões da intolerância.

São ações que buscam o “natural”, como disse a enfermeira do Israel de governo sionista, da paz que anima a boa vontade de pessoas como Ula, que provocam abraços e gratidão, em vez de dentadas e de violências intolerantes como as sofridas por Danielle.

Eis o nosso desafio!

  • Abraços críticos e fraternos na luta pela justiça e pela paz sociais.
  • Dom Orvandil, OSF: bispo cabano, farrapo e republicano, presidente da Ibrapaz, bispo da Diocese Anglicana Centro Oeste e professor universitário, trabalhando duro sem explorar ninguém.

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