nota oficial da cnbb

Sentados em muro movidiço os bispos católicos romanos emitem nota sobre segundo turno

Sem clareza e objetividade,  como convem à conjuntura de guerra formada pelo fascismo nessas eleições e pelo jogo internacional de ineteresses contra o Brasil e o bem estar de nosso povo, os bispos da Igreja Católica Romana, membros da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e do Conselho Episcopal Pastoral (CONSEP), emitiram nota com referência ao segundo turno.

O texto insinua o ambiente de ódio acirrado e de mentiras que assustam e levam de arrasto milhões de brasileiros sem informação, sem formação e sem militância, mas não é objetivo nem iluminado pela contundência profética, como é do dever dos pastores.

Nesse ambiente,  remeter à população a responsabildade de decidir sem ser exortada e sem denunciar a barbárie em que se vive chega a ser sinal de omissão e de covardia. Eis os que dizem os bispos em sua nota quase desfalecida: “Cabe à população julgar, na liberdade de sua consciência, o projeto que melhor responda aos princípios do bem comum, da dignidade da pessoa humana, do combate à sonegação e à corrupção, do respeito às instituições do Estado democrático de direito e da observância da Constituição Federal”.

A nota falha em não dizer quem não respeita os princípios do bem comum, da dignidade quando ameaça adversários de prisão, de morte e de exílio; quem sonega a verdade em troca da mentira através de caixa 2 e de fake news e corrompe a consciência nacional; quem ameaça o judiciário e ministros do STF de prisão se tiver sua vontade fascista contrariada; quem rasga e deteriora a Constituição, como o vampirão MiShel Temer e toda a quadrilha golpista, que ainda foram “abençoados” com água benta esburrifada sobre suas cabeças apodrecidas pelos cardeais Odilo e Orani, membros da CNBB.

Porém, a nota inspira a que nos “revistamos … do amor e da reconciliação, e trilhemos o caminho da paz!”.

Faltou aos bispos coragem em afirmar que o caminho da paz jamais será trilhado por Jair Bolsonaro, por seus apoiadores e eleitores. Pelo contrário, tudo o que exibem é ódio e guerra.

O irritante romantismo dos bispos, bem diferente dos que Dom Helder Câmra, Dom Pedro Cassaldáliga, Dom Tomas Balduino e tantos outros bispos cristãos diriam e fariam como profetas e pasores de um povo socado pelo ódio e pelas manipulações.

Os bispos falharam em sua falsa neutralidade, que, na verdade,  favorece o ódio e o medo, já que alguns deles são ameaçados por bolsonaristas fascistas bem como a sede da CNBB foi invadida e muitos ofendidos e agredidos. Esta falha os boicota na coragem de indicar claramente que a única saída nesse momento é pela eleição de Fernando Haddad.

Essa coisa de ter medo da acusação se serem petistas é a marca da alienação e da covardia.

Esse não é momento de privilegiar partidos mas de sermos honestos e corajosos em indicar que é por Haddad que passa a reconciliação nacional e o pacto  da democracia pacificadora do Brasil.

Leia abaixo a nota tímida dos bispos, mas válida para a nossa reflexão.  

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Por ocasião do segundo turno das eleições de 2018

Jesus Cristo é a nossa paz! (cf. Ef 2,14)

O Brasil volta às urnas para eleger seu novo presidente e, em alguns Estados e no Distrito Federal, seu governador. Fiel à sua missão evangelizadora, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), por meio de seu Conselho Episcopal Pastoral (Consep), reunido em Brasília-DF, nos dias 23 e 24 de outubro, vem ratificar sua posição e orientações a respeito deste importante momento para o País.

Eleições são ocasião de exercício da democracia que requer dos candidatos propostas e projetos que apontem para a construção de uma sociedade em que reinem a justiça e a paz social. Cabe à população julgar, na liberdade de sua consciência, o projeto que melhor responda aos princípios do bem comum, da dignidade da pessoa humana, do combate à sonegação e à corrupção, do respeito às instituições do Estado democrático de direito e da observância da Constituição Federal.

Na missão de pastores e profetas, nós, bispos católicos, ao assumirmos posicionamentos pastorais em questões sociais, econômicas e políticas, o fazemos, não por ideologia, mas por exigência do Evangelho que nos manda amar e servir a todos, preferencialmente aos pobres. Por isso, “a Igreja reivindica sempre a liberdade, a que tem direito, para pronunciar o seu juízo moral acerca das realidades sociais, sempre que os direitos fundamentais da pessoa, o bem comum ou a salvação humana o exigirem (cf. Gaudium et Spes, 76). Não podemos nos calar quando a vida é ameaçada, os direitos desrespeitados, a justiça corrompida e a violência instaurada” (CNBB – Mensagem ao Povo de Deus – 19 de abril de 2018). Inúmeros são os testemunhos de bispos que, na história do país, se doaram e se doam no serviço da Igreja em favor de uma sociedade democrática, justa e fraterna.

A CNBB reafirma seu compromisso, sobretudo através do diálogo, de colaborar na busca do bem comum com as instituições sociais e aqueles que, respaldados pelo voto popular, forem eleitos para governar o País.

Exortamos a que se deponham armas de ódio e de vingança que têm gerado um clima de violência, estimulado por notícias falsas, discursos e posturas radicais, que colocam em risco as bases democráticas da sociedade brasileira. Toda atitude que incita à divisão, à discriminação, à intolerância e à violência, deve ser superada. Revistamo-nos, portanto, do amor e da reconciliação, e trilhemos o caminho da paz!

Por intercessão de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, invocamos a bênção de Deus para o povo brasileiro.

Brasília-DF, 24 de outubro de 2018

Dom Murilo S. R. Krieger
Arcebispo de São Salvador
Presidente da CNBB em exercício

Dom Guilherme Antônio Werlang
Bispo de Lajes
Vice-Presidente da CNBB em exercício

Dom Leonardo Ulrich Steiner
Bispo Auxiliar de Brasília
Secretário-Geral da CNBB.

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