Escola sem partido

Sérgio Moro, outras drogas e possibilidades

Prezadíssima Psicopedagoga Alessandra Regina Novais, São Paulo, SP

Salta em mim a alegria por conhecer o seu grupo “Saberes Compartilhados”,  no what’s app.

Sua iniciativa de compartilhar obras e autores, muitos clássicos da educação e da ciência, é digna de louvor e de profundo reconhecimento. Parabéns professora Alessandra por sua brilhante iniciativa generosa.

A senhora viaja, felizmente, na contramão de mediocridade imperante no ensino, que deixou à margem seu compromisso com a educação,

Um amigo meu, doutor e professor de universidade federal, dizia numa mesa redonda da qual tive a honra de participar, que aconteceu na UERJ em março deste ano, que o MEC é dirigido por um ministro inculto.

Eu diria mais, inculto, medíocre, reacionário, de direita e antidemocrático.

Ao lado de Alexandre Frota, seu inspirador, Mendonça Filho anunciou como parte do golpe a tal “escola sem partido”.

Aí se vê que além da mediocridade que jorra desse ministro dele vem, como de todo o golpismo de Michel Temer, gigantesca hipocrisia, além de mentira e mascaramento da verdade.

Ora, onde no mundo um ministério de educação ou de governo é sem partido?

Esse Mendonça Filho mesmo é originário do DEM, um partido de ruralistas escravocratas, conservadores, golpistas e entreguistas.

Portanto, a “escola sem partido” toma o partido da exclusão dos pobres, dos negros, dos indígenas, dos gays, das lésbicas, do amor homo afetivo e de todos os diferentes que compõem nossa maravilhosa amálgama cultural e social brasileiras.

A escola sem partido é nome que mascara ideologicamente a imbecilidade que escurece o Brasil e mata os sonhos das futuras gerações.

Então, quando a amiga distribui livros e suscita a leitura e o estudo rema contra essa onda gigantesca de mediocridade imperante.

Ressalto que aqui no blog há um artigo interessante do jornalista Fernando Brito sobre outra mediocridade “sem partido”, Sérgio Moro.

O modo esnobe com que esse filho do neoliberalismo e do imperialismo americano se veste, se comporta e se auto adora, divinizando-se narcisisticamente, encarregado de destruir politica e economicamente o Brasil, acentua o quanto a turma dos sem partido é capaz de abusar do direito de ser nojenta na exaltação da burguesia apodrecida e insensível.

Moro impressiona pelo egoísmo das ideias de classe dominante que esposa. No artigo de Brito vê-se um egoísta estúpido se derreter em sorrisos ao ser adorado pela claque ignorante e fascista que lhe puxa o saco.

Sérgio Moro, o deus da direita fascista, ri enquanto ajuda o golpe a empurrar o Brasil para o abismo. Satisfaz-se em gozo ignorando os milhões que desemprega enquanto ajuda as corporações da guerra americana a destruir nossas empresas nacionais e imolar nossos trabalhadores no caos sem direitos. O caso da trabalhadora Valéria Resende, uma das milhões de desempregadas, retrata bem a crise do golpe de Temer e de Moro.

Outro lixo da história, que se decompõe fetidamente nas mentes sem consciência do desgoverno golpista e da maioria do Congresso Nacional, é o racismo, que ressalto também.

Um vídeo da entrevista com o historiador e pesquisador João José Reis, da universidade federal da Bahia, estampa em nossa cara a brutalidade do racismo.

O prof. Reis mostra por pesquisas que o racismo impregna o tecido da sociedade brasileira. No auge dessa chaga até mesmo negros, ex escravos alforriados, se tornaram senhores proprietários de irmãos negros como eles.

Isso é tão grave que também nos ajuda a perceber o quanto as ideias dominantes manipulam condutas, relações e estruturas sociais.

Tal estigma é como epidemia: as pessoas acham que é normal e até mesmo os escravos aspiravam ser senhores, coisa que Hegel já ensinava na sua obra Fenomenologia do Espírito. Ora, se o mundo é dividido entre senhores e escravos e isso é normal, eu escravo quero ser senhor, pensavam os açoitados e desumanizados pelo sistema escravocrata.

Pior é que a escola sem partido do Mendonça Filho e do Alexandre Frota, passando por Sérgio Moro, pelos procuradores da republiqueta de Curitiba e pela Rede Globo têm como objetivo fazer tudo o que impõem ao Brasil parecer normal e aceitável.

Felizmente as pesquisas de João José Reis mostram também que muitos negros promoveram rebeliões armadas contra a escravidão e o racismo.

Termino celebrando a entrevista do Dr. Aluisio Pampolha Bevilaqua, unida ao texto do Dr. Roberto Bueno e ao artigo do Engenheiro João de Paiva Andrade.

Aluisio discorre sobre a incompatibilidade do neoliberalismo com a democracia, porque se trata de uma minoria altamente perversa dominando a maioria do povo, sacrificado e sem direitos.

Roberto Bueno aborda o problema do Estado neoliberal que é dominado por poucos, arrastando a maioria do povo para o mal estar de baixa qualidade de vida.

Já João de Paiva Andrade alinha a lógica dos fatos que provam que o golpe de Estado que desgraça o Brasil é comandado pelos Estados Unidos, novamente.

Resta-nos a única esperança apontada pelo estudioso Bevilaqua, que ensina que o grupo dominante neoliberal não sairá do poder por vontade própria. Sairá pela organização e unidade do povo que o tomará de volta. Não bastam palavras de ordens como “fora, Temer” e “diretas, já” nem mesmo as pesquisas de opinião que avaliam o golpista com menos de 5% para que a quadrilha sai de onde nunca deveria estar.

Resguardadas as profundas diferenças de percepção e históricas, o que Aluisio ensina toca no conceito de revolta dos escravos barbara e desumanamente mal tratados, bem como na esperança da psicanalista  Maria Rita Kehl que disse esperar que a revolta contida no silêncio do povo, que briga e xinga os golpistas em suas casas, mas que em dado momento tomará as ruas para derrubá-los.

Abraços críticos à mediocridade neoliberal, conservadora e excludente, mas  abraços fraternos para a marcha com potenciais de rebeldia revolucionária.

Dom Orvandil

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3 Comentários

  1. "Eu diria mais, inculto, medíocre, reacionário, de direita e antidemocrático." sempre achei o um incompetente.

  2. "Eu diria mais, inculto, medíocre, reacionário, de direita e antidemocrático." Um sujeito despreparado e incompetente para o cargo de ministro da educação.

  3. Muito obrigada... Fico muito lisonjeada e agradecida por suas palavras... Eu apenas divido com os colegas os conhecimentos que chegam a mim, na expectativa de que sejam úteis. Muito obrigada mesmo...

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