evangélicos democráticos

Setores evangélicos comprometidos com a democracia ousam mais dos que os bispos católicos romanos

Grupos como a “Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito”, “O Amor Vence o Ódio” e “Evangélicos Contra Bolsonaro” ganham força no país / Foto: John Moore/ Getty Images/AFP

Para evangélicos, o candidato do PSL ameaça valores do Reino de Deus como o amor ao próximo, a graça e a misericórdia.

A jornalista Jaqueline Deister da Brasil de Fato sintetiza em matéria jornalista as posturas dos evangélicos no Brasil.

De um lado, o alinhamento com a direita e com o fundamentalismo  que sempre desemboca no nazifascismo.

Tal linha distancia-se e opõe-se escandalosamente ao que viveu e ensinou Jesus, que os evangélicos heréticos dizem seguir.

Para forçar a barra esses evangélicos “bolam” um deus feito à imagem da classe dominante com teor farisaico, eivado de fanatismo e adesão ao capitalismo agindo como comércio neoliberal. Nas igrejas desses evangélicos tudo é vendido, tudo custa dinheiro, tudo gira entorno do vil metal.

A atuação de “pastores” e coronéis de poderosos currais, que são suas igrejas, eles hoje crucificariam Jesus por seguirem claramente, na prática,  a conduta dos fariseus colaboracionistas do império romano e dos sacerdotes do templo de Jerusalém, um verdadeiro símbolo de poder, onde Israel escondia o cofre do tesouro do país dominado pela oligarquia pró império romano e casta dominante.

Concretamente esses segmentos evangélicos, ao aderir a Jair Bolsonaro, o candidato do império estadunidense e do mercado neoliberal, são seguidores de Judas, o Iscariotes, e assassinos de Jesus e seus valores.

A reportagem de Jaqueline comente um equívoco ou dois ao afirmar que “a  cada nova eleição a mistura entre religião e política está mais presente”.

Um é de que a cada nova eleição a mistura entre religião e política está presente. Melhor seria constatar que em cada eleição essa mistura aparece. Na verdade, religião e política agem em aliança o tempo todo. No caso da direita, do fundamentalismo e do fascismo a prova desse evento acontece nas chamadas bancadas da bíblia ou evangélica no Congresso, nas Assembleias Legislativas e nas Câmaras de Vereadores.

As consequências dessa amásia são de privilégios aos redis cabresteados por senhor feudais  religiosos de fachada, que têm poder de barganha para contratos de programas de TVs, de rádios e para espaços privilegiados nos municípios para a construção de seus comércios espúrios – templos e obras “sociais”.

Esses segmentos são essencialmente corruptos e adeptos das injustiças que descriminam os pobres e excluídos sociais.

Contam com complacência do judiciário e não são incomodados pelos tais procuradores e juízes que dizem combater a corrupção, muitos deles também pastores e coronéis dessas igrejas.

É neles que Jair Bolsonaro se ampara; é nos seus semelhantes que o nazifascismo se ancora.

Eles fazem política o tempo inteiro e a fusão entre “igrejas” e os grupelhos partidários é nítida. São apaixonados pelo Estado e sua estratégia é tomar o governo do país, dos estados e dos municípios, em agressão explícita à Constituição de define o Estado brasileiro como laico. Falta pouco para que os discursos de ódio e comportamentos desrespeitosos que adotam em toda a parte, em salas de aula, em empresas, nas famílias e nas ruas para derivarem à violência modelo Estado Islâmico.

É bom que se diga a verdade: muitos torturadores sanguinários, bandidos dos mais cruéis e nazistas eram evangélicos, como era o caso Carlos Alberto Ustra, herói do boçal Jair Bolsonaro e tantos outros que saiam das escolas dominicais e cultos e iam aos porões fétidos da ditadura para torturar opositores do regime nazista. Depois iam às celas lhes levar bíblias. As provas estão nos relatórios dos depoimentos da Comissão Nacional da Verdade, amplamente divulgados no Brasil.

Jair Bolsonaro vomita sangue, urina e fezes dos torturados porque é estimulado por evangélicos que o apoiam, como denunciou Frei Betto.

Já do lado dos evangélicos progressistas, democráticos, defensores da justiça social e dela militantes constantes, a honestidade intelectual é cristalina quanto a síntese da fé com política.

A postura desses evangélicos é muito mais clara e honesta do que a assumida pelos Bispos Católicos Romanos em notas públicas de sua entidade agregadora, a CNBB.

Enquanto o episcopado romano passeia por sobre o muro da falsa imparcialidade, alegando que a CNBB não tem partido, os pastores e pastoras evangélicos/as, geralmente homens e mulheres estudiosos/as, sérios/as, rigorosos/as e comprometidos com evangelizações que passam pela luta na defesa dos pobres e dos excluídos de toda a espécie, compreendem que nessa hora de guerra promovida pela direita, é crucial que se tome partido da única alternativa viável, a te apoiar a candidatura da defesa da democracia ameaçada no Brasil, a encabeçada por Fernando Haddad.

Nesse sentido,  a psicóloga Sonia Gertner, membro de uma Igreja Batista, afirma categoricamente, e com razão, que “o candidato Jair Bolsonaro representa uma afronta aos valores cristãos e caminha na direção contrária do que pregava Jesus Cristo”, assim interpreta a jornalista Jaqueline Deister na reportagem sobre os evangélicos.

“O Evangelho de Cristo é maior do que qualquer ideologia política, mas não podemos deixar de reconhecer que o Evangelho denuncia as injustiças sociais e que Jesus se posicionou ao lado dos pobres e oprimidos”, afirma a psicóloga Sonia Gertner.

“O fascismo, que o governo Bolsonaro pode implementar em nosso país não reconhece esses valores [do Reino anunciado por Jesus]. Essa é a verdadeira ameaça que está sobre a nossa cabeça. É preciso que os cristãos se posicionem e digam que este grupo não nos representa e que não há uma homogeneidade na Igreja Evangélica em aceitar a candidatura de Bolsonaro como messiânica, isso é um engodo e vai acabar muito mal”, salienta a psicóloga evangélica.

Acesse abaixo o link da Brasil de Fato para ler a reportagem na íntegra e a assistir o vídeo com debate de evangélicos legítimos e honestos.

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