simone tebete e pedro bó

Simone Tebet é a Pedro Bó da vez: mostra a farsa do identitarismo

Estupefato e boqueia aberto, mas sem grande decepção,  me deparei com a entrevista da “dona” Simone Tebet ao Site português Diário de Notícias, que li inteira para não ser injusto com a parlamentar,  ex-deputado estadual, ex-prefeita e senadora pelo Mato Grosso do Sul, além de advogada e professora universitária.

A entrevistada disse coisas interessantes ao se referir à fome, à pandemia, ao desemprego e às bases populares, que soaram demagógicas e insinceras no seu discurso.

Mas tudo se perdeu pelo ralo que ela mesma abriu ao demonstrar a visão obtusa, míope, grosseira, alienada e rebocada burguesa ao atribuir a tod@s @s brasileiros o que é a percepção ideológica de uma parcela da falsa classe média ao afirmar que “ninguém (o grifo é meu) podia imaginar uma gestão tão ruim, nem que o presidente Bolsonaro pudesse entrar para a história como o pior presidente da história do Brasil. Ninguém imaginava que ele poderia namorar com o autoritarismo ou ameaçar as instituições democráticas e tentar mudar todo o pensamento de uma geração com o discurso de ódio contra as minorias”, afirmou inacreditavelmente ao Diário de Notícias.

Simone Tabet, apesar de exibir protagonismo das mulheres, o que é verdade, demonstra, no entanto, que não basta ser feminina para ser livre e emancipada da ideologia machista, esse sob produto perverso e atrasado do capitalismo, que o herdou, com requinte de crueldade, do escravagismo.

Na entrevista Simone Tebet, que levará anos para ser apagado da memória crítica, demonstra que não basta discursar feminismo e protagonismo das mulheres para que, por milagre, se implante a emancipação.

Se assim fosse Margareth Thatcher, por ser mulher, esposa, mãe, avó e primeira ministra do Reino Unido, não teria sido tão brutalmente inimiga da democracia de seu país e mau exemplo para todo o mundo, sendo sepultada com a classe trabalhadora de costas para seu féretro, porque foi assim que ela tratou os trabalhadores de lá. Tatcher foi tão má, mesmo sendo mulher, que foi a única que morreu amiga e admiradora do golpista, torturador e ditador sangrento Augusto Pinochet, que fez no Chile as maldades e injustiças neoliberais que ela aplicou contra os ingleses. Tanto que fanfarrão e ator cowboy de quinta categoria, Ronald Reagan a elogiou chamando-a de mulher macho de mãos de ferro.

E assim foi com a loira golpista Boliviana, Jeanine Áñez, que se juntou a uma gangue militar de traidores para golear a Constituição Boliviana a favor dos ladrões internacionais para roubar o lítio e destruir a economia do país multirracial.

Simone Tebet parece o tipo de feminista que grita contra o sexo masculino, que atribui machismo a qualquer coisa, erros e fatos isolados praticados por homens, mas não vivem fora da proteção das asas deles, sempre independentes e emancipadas somente no discurso. Nas horas “Hs” o que querem mesmo é sempre a paparico dominador dos machos, no fundo, fracos e imaturos, mas fingidamente dispostos à compreensão e ao respeito.

Na sua fala destacada acima o que se vê no pensamento da candidata do golpista e sujo MDB à presidência da república é a excelente feminista de araque, como o são as seguidoras do “feminismo” machista de Betty Friedan.  Esta estudiosa estadunidense se esforçou parta entender o papel das mulheres na sobrevivência do capitalismo, estudando seus ingressos nas indústrias e nos chãos de fábricas. Revoltada com o machismo liderou as mulheres no movimento ante machista, queimando sutiãs  em praça pública,  mas apanhava do marido em casa e sofria por parte dele abusos humilhantes. Nunca se ouviu falar que tivesse renunciado ao casamento nem denunciado o machista, numa contradição chocante que parece acontecer com grande parte das auto alardeadas feministas.

Simone mostrou mais imbecilidade no que disse na entrevista. Como advogada falha, apesar do curso rico no estudo dos conceitos de justiça, de contato com o universo das ciências sociais e políticas, e a despeito de reconhecer a fome e o desemprego como problemas que gritam por soluções,  prioritários num programa de governo, a sua afirmativa de que “ninguém” (ela e sua classe mérdia”) esperava que o miliciano genocida Jair Bolsonaro (que ela reconhece como presidente) se afirmasse como o pior presidente da história do Brasil é a confissão de alguém que consegue ser incapaz de conhecer a biografia, a vida criminosa pregressa e o vazio humano do mentiroso  e criminoso que venceu as eleições em 2018, para desgraçar o Brasil, coisas não previstas pela “dona” Simone Tebet.

Simone falha como advogada ao não perceber as manobras absolutamente tiranas e injustas do golpe neoliberal, que contou intensamente com o partido dela, ou, pior, é mentirosa ao encobrir, inclusive com a cortina farsante alegada pelo discurso do voto secreto, que ela e o bando medebista participaram da eleição da pior injustiça contra o povo brasileiro, esta emanada do farsa promovida  pela “fraca moral” tarefa lava jato. Ignorante, Tebet afirma-se má advogada,  que não aprendeu que o direito é ideológico e que os profissionais desta área, nas suas diversas especializações, têm lado. O dela não é o da verdade, da justiça e do povo. É imperdoável  isso a uma parlamentar e candidata à presidência, ainda que pífia e vazia, diante do que Jair Bolsonaro sempre apresentou na campanha eleitoral, inclusive com o teatro macabro da facada.

Não é o feminismo bufão nem o profissionalismo burguês que fazem uma mulher ser automaticamente protagonista feminina nem líder na luta pela justiça.  

Assim o indica também Simone Tebet trabalhadora. Como professora universitária ela se inscreva na categoria de classe trabalhadora, educadora e cientista. Porém, tudo isso Tebet nega na sua entrevista toda ao espelhar insensibilidade com nossa categoria e com o proletariado. Em nenhum momento a candidata se refere à sua condição de classe trabalhadora, referindo-se à surrada frase “as bases do partido”. Tão genérica quanto demagógica e vazia.

A senadora discursa igual a todas as pessoas em véspera de eleições, mas, como professora e trabalhadora, comporta-se como muitas, de todas as áreas da produção, indo do chão de fábrica aos templos da ciência, que perceptivelmente discursam com textos prontos, preparados, gestos calculados, olhares treinados, mas sem o coração da luta e da transformação, sem compromisso arraigado e histórico com @s trabalhadores/as, as principais vítimas e peças trocáveis da engrenagem capitalista, na qual Simone não toca criticamente.

Não basta sermos trabalhadores e trabalharas. Sermos escadas para a burguesia nos projetos satânicos de destruição da resistência popular é percorrermos os caminhos satânicos de traição à classe operária, como o faz Simone Tebet.

Quantos e quantas dos noss@s trabalhadores/as apoiaram o golpe de Estado de 2016 e, depois, se tornaram buchas de canhão do fascismo, entregando-se ao estupro eleitoral de 2018, crentes no cantilena canalha do discurso golpista ante corrupção?

A classe  trabalhadora somente será leal consigo mesma na medida em que defender os seus interesses de classe, se mobilizar organizadamente contra o neoliberalismo, conhecendo os projetos dos porões neoliberais e fascistas, irrigados a muito dinheiro na compra de traidores, os de primeira e os de última horas.

Simone Tebet, sem dúvidas,  deixa a ideia de traição à classe trabalhadora. Ela testemunha que não basta sermos trabalhadores para nos afirmarmos trabalhadores. Discurso pelo mero discurso não leva a nada, a não ser imaginações covardes e mentirosas, como a de Simone Tebet.

Como parlamentar na Casa Alta da República, Simone Tebet  se apresenta fraca e débil sobre tudo.

É fraca e frágil na verdade por falar em que não imaginava  (ela se classifica como “ninguém”) que Bolsonaro seria o pior. Essa afirmação periclita entre a má fé e a ignorância.

Desfrutar do desplante de expor publica e internacionalmente que não imaginava a maldade e a injustiça, sintetizadas no currículo público do criminoso  Jair Bolsonaro e de sua famiglia,  é grave à uma candidata. Ora, Tebet alardeia tanto a sua folha de serviços  na condição de servidora pública como prefeita, deputada estadual, vice-governadora, senadora e aspirante à candidatura à presidência da República. Mostra que tal trajetória também não configura conhecer política.  

Simone, no entanto, não tem como ser mulher efetivamente emancipadora e protagonista feminista ao integrar o partido que nasceu da ditadura, com história intensa de oportunismo, de organização criminosa,  sempre grudado em governos e nos cargos rendosos.

Não tem como ser coerente se milita na mesma organização criminosa que tem o maior traidor e vampiro da República, o advogado Michel Temer, como seu líder e inspiração.

A coitada de Simone Tebet não tem como entender os prognósticos dos canalhas e golpistas sujos com suas agendas mafiosas e destruidoras do país.

Falta a Simone Tebet conhecimento, coisa que a sua profissão não lhe deu nem sua docência, Imagino as aulas dela. Com essa imaginação dela como “ninguém” suspeito de falsidade ideológica no universo acadêmico, onde a verdade orientada pelo rigor científico é cânone determinante.

Não estranho nenhum pouquinho que Simone Tebet não conseguisse “imaginar que Jair Bolsonaro seja o pior presidente do Brasil”. Apenas reconheço nessa afirmação a falência de tudo o que essa senhora representa.

O positivo é que ela tenha dito e, assim, nos ajude a desmascarar a tenebrosidade por detrás de pessoas bonitas e eloquentes como a oradora e tribuna Simone Tebet. O trágico, no entanto, é vermos mais uma irmã brasileira servindo ao que há de pior contra a República e o povo brasileiro.

Simone Tebet é mais uma no elenco de teatrais farsantes, que sabem nada de nada, que se apresentarão ao teatro eleitoral de 2022.

Abraços proféticos e revolucionários,

Dom Orvandil.

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