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Torcida enfrenta o play boy Renato Gaúcho contra o fascista e miliciano Jair Bolsonaro

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Renato Portaluppi conseguiu fama por sua capacidade muscular, óssea e técnica para jogadas encantadoras no Grêmio.

Mas Renato também se notabilizou pela futilidade burguesa na venda de sua própria imagem como play boy.

Nas praias mais famosas do Rio de Janeiro entregou-se à vaidade, antes de entrar no mar,  banhado nas águas de seu próprio narcisismo, típico de mentes sem conteúdo ideológico, Renato gabava-se de paquerar, como garanhão,  as mulheres mais lindas do mundo do cinema e da televisão, as modelo exportação.

Tendo-se como centro do mundo, buscando o olhar admirado de todas as pessoas, Renato continua como o play boy de sempre, embora capaz de treinar músculos, ossos e nervos de jovens jogadores como cascas de mãos de obra do futebol comercial.

Os fúteis são facilmente arrastados para as sarjetas marginais do povo e do país. Por incapacidade intelectual são empurrados para fora do centro gravitacional dos grandes interesses do povo, cujo sofrimento e símbolos são mais ocultos aos cegos pela vaidade burguesa e mercadológica.

Por isso,  Renato se sentiu à vontade para convidar o maior marginal e delinqüente do memento no Brasil, o miliciano Jair Bolsonaro, que não entrou no Palácio do Planalto pela onda essencial do povo, mas pelas tabelas mais apodrecidas de golpes, de assassinatos, de roubos, de corrupção, traições e demolições de direitos.

É evidente que isso o Renato não vê. Os olhos que se movem no rosto dele não enxergam a realidade no centro da vida, mas a borrasca suja que corre pelo sentido comercial da compra e venda de tudo.

Sabemos que o miliciano Jair Bolsonaro é reconhecidamente mentiroso. Nada do que ele afirma merece crédito. Mas o treinador vaidoso do Grêmio não desmentiu que o delinqüente do Planalto o convidou para o jogo entre Grêmio e Palmeiras no dia 24/11. Portanto, é verdade que Renato o fez, afrontando milhares de torcedores dos dois times, que abominam a bandidagem  representada por Bolsonaro.

É preciso perceber na realidade os movimentos da contradição à barbárie de Renato e de Bolsonaro.

A denúncia vem de dentro do próprio Grêmio. Não do Grêmio empresa dirigente, negócios, mercado, conluio com setores reacionários do Rio Grande do Sul, mas do povo.

Mesmo que a contradição seja de uma torcida confusa , auto proclamada poppereana, já é meritosa até pelo nome de Grêmio Antifascista.

Na nota, publicada na conta da torcida no Facebook, os signatários afirmam a Renato de que ele, apesar da estátua na entrada do estádio,  não é maior do que o Grêmio e do que os seus torcedores.

A lista da barbárie simbolizada pelo miliciano Jair Bolsonaro, o amiguinho de Renato, arrolada no texto da torcida,  é digna de atenção.

O racismo do miliciano se opõe à estrela do grande negro Everaldo, morto precocemente em acidente bem como a autoria do hino do time por outro negro, o grande Lupcinio Rodrigues, eternizador da arte brasileira.

A nota entra no âmago do debate e da luta de idéias quando denuncia o festival de desgraças promovida por Paulo Guedes, o desminstristro da economia do Bozo, ao destruir  a Economia do país, gerando milhões de catastróficos desempregos.

De modo que os sinais que mostram no Chile com seu povo em marcha contra a opressão neoliberal e a crise orgânica do capital e na Bolívia, com a resistência popular contra o golpe também são perceptíveis no Brasil. Isso já aparece nessa nota, apesar de certo pedantismo com o nome de filosofia poppereana.

Leia abaixo a íntegra da nota do Movimento Grêmio Antifascista

Renato Portaluppi, nós (a multidão de quase 8 milhões de torcedores do Grêmio FBPA) estamos aqui para te lembrar algumas coisas antes que convides teu candidato racista e neofascista para assistir a um jogo do nosso clube.

Em nossa bandeira, se olhares bem, há uma estrela. Consegues ver? Esta estrela homenageia Everaldo, nosso lateral-esquerdo que morreu tragicamente em um acidente e jogou na seleção brasileira no fim dos 60 e início dos 70.

Pois bem, ele era negro e Bolsonaro, como bem deves saber pelas inúmeras falas do mesmo, é racista (mesmo que aperte a mão do Paulo Negrão como ele gosta de dizer, lembrando muito o torcedor racista do Atlético Mineiro nessa semana que se defendeu do ato racista que cometeu contra um segurança do Mineirão dizendo que cortava cabelo com um negro).

Renato, sabe o nosso hino? Então, quem o compôs foi Lupcínio Rodrigues, grande compositor também negro e como já dissemos ali em cima, todo mundo sabe (mesmo que alguns não admitam) que Bolsonaro é racista.

Nos quase 8 milhões de torcedores do Grêmio há grande parcela trabalhadora que gostaria de se aposentar e ter vencimentos dignos em suas aposentadorias. Acontece que teu candidato e amigo dificultou (quando não impossibilitou) a aposentadoria. Pior que isso, seu ministro da Economia Paulo Guedes quer capitalizar a Previdência aos moldes chilenos. Tu sabes como tá o Chile atualmente, Renato? E sabe por quê? Uma dica, tem muito a ver também com a previdência e as aposentadorias miseráveis pagas aos idosos chilenos. Bolsonaro quer fazer isso com nosso povo, Renato.

Sabe, Renato, que também entre nossos 8 milhões de torcedores infelizmente temos um grande contingente de desempregados e não bastasse a própria condição de falta de emprego (mais de 13 milhões no país segundo dados oficiais estão desempregados), o teu amigo Bolsonaro nesta semana passada TAXOU os desempregados. Isto mesmo, acredite! Talvez não saibas disso já que ganhas milhares de vezes mais do que a média do povo brasileiro e é difícil entender nesta tua condição como é a vida do cidadão comum que está desempregado sem perspectivas.

Acredite em nós porque somos grande parcela do povo gremista que está tendo suas vidas diretamente prejudicadas por teu amigo Bolsonaro.

Por fim, saibas que guardaremos em nossos corações teus grandes momentos como jogador e técnico do Grêmio, mas ainda assim, mesmo que tenhas uma estátua tua na esplanada do estádio, tu não és maior que a instituição, quanto menos és maior do que nós, a multidão de torcedores gremistas: nós somos negros, indígenas, pardos, brancos, gays, lésbicas, trans, héteros, ateus, cristãos, evangélicos, judeus, muçulmanos, umbandistas, agnósticos… enfim, somos a multiplicidade que faz com que o Grêmio exista.

E é exatamente a multiplicidade do povo que o teu amigo Jair Bolsonaro odeia, oprime, subjuga e combate.

Por isso, Renato, Romildo Bolzan e Grêmio FBPA, a presença do atual presidente em um jogo do nosso amado Grêmio nos ofende profundamente e por isso pedimos que jamais se faça presente em qualquer evento que envolva o nosso amado Grêmio o presidente que odeia a multiplicidade do povo, este que é a essência de nosso clube.

Ele Não! Ele Nunca!

Movimento Grêmio Antifascista.

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