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Tribos e organizações indígenas resistem ao fascismo miliciano de Jair Bolsonaro

 Sônia Guajajara
Por Dom Orvandil

Desde de dentro do pulmão do mundo  “tribos da Amazônia se reúnem para planejar resistência contra governo brasileiro”, informa Leonardo Benassatto da Reuters.

Sem a passividade e a omissão que imobiliza amplos setores desorganizados da sociedade “líderes indígenas brasileiros começaram nesta terça-feira uma reunião tribal de quatro dias na Amazônia para planejar a oposição às iniciativas do presidente  [que presidente, que nada! É um fantoche ininteligente do imperialismo] Jair Bolsonaro para abrir suas reservas para a mineração comercial e para a agricultura”, diz a notícia.

A violência em forma de invasão das terras milenares dos indígenas – invasão e ocupação de terras, de empresas e bancos são intoleráveis e impedidas pelas forças policiais e armadas a serviço da burguesia, que formaria barreiras usando todos os artifícios mortais contra o povo – são cada vez mais abocanhadas por bandidos madeireiros e mercadores marginais e ilegais desde o início do governo fascista de Bolsonaro, aumentando o desmatamento e as queimadas florestais e as mortes em diversas reservas.

Sob falácias e fake news o miliciano Bolsonaro promete “integrar 900 mil indígenas na economia e na sociedade brasileiras enquanto mexe nas ricas reservas minerais e explora o potencial para a agricultura comercial das 462 reservas atuais”, continua Leonardo Benassatto.

O golpe e o engodo das promessas de um desgoverno acostumado a mentir, como tática de ação,  levam os ambientalistas a dizerem  “que as iniciativas irão acelerar a destruição da floresta amazônica, maior floresta tropical do mundo, considerada vital para a desaceleração do aquecimento global”, acrescenta a notícia

“A reunião desta semana em uma vila no Parque do Xingu será liderada pelo líder da etnia caiapó Cacique Raoni Metuktire, que se tornou uma referência mundial em campanhas ambientalistas nos anos 1980 ao lado do músico inglês Sting. 

“O ano 2020 já começa com uma grande reunião chamada pelo Cacique Raoni para marcar posição e discutir estratégias para proteger a Amazônia das ameaças, críticas e destruição do governo Bolsonaro”, disse Sonia Guajajara, líder da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB), à Reuters enquanto se dirigia ao Xingu. 

“Líderes indígenas usando pinturas cerimoniais no corpo e cocares fizeram danças rituais para iniciar a reunião. 

De acordo com um esboço visto pelo jornal O Globo, a legislação preparada pelo governo não apenas abriria as reservas à mineração, mas também para à exploração de petróleo e gás, construção de novas represas hidrelétricas e fazendas comerciais com culturas geneticamente modificadas atualmente proibidas por lei em terras indígenas.

Comunidades indígenas seriam consultadas sobre os projetos econômicos, como é estipulado pela Constituição brasileira, mas não teriam o poder de vetar projetos decididos pela atual gestão federal, segundo noticiou O Globo no último sábado. 

O governo Bolsonaro, que se recusou a comentar a reportagem, disse que está consultando com líderes tribais que buscam o desenvolvimento econômico mas são ignorados pelos mais conhecidos defensores de direitos de indígenas.

Sonia Guajajara disse que algumas tribos que fazem cultivo de soja podem ser favoráveis à flexibilização de restrições ambientais, mas que a maioria é contrária à abertura de suas terras para a mineração”. (leia a integra da notícia na Reuters). 

É necessário que a luta pela Amazônia e pelos indígenas seja integrada na ampla organização política de defesa do Brasil e pela substituição desse modelo econômico e político neoliberal chefiado pelos interesses dos poderosos donos dos oligopólios,  que golpearam nosso país todo e distribuem guerra pelo mundo.

A luta dos indígenas não é somente deles e da Amazônia mas de todo o povo brasileiro e do Brasil.

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4 Comentários

  1. Tribos e organizações indígenas resistem ao fascismo miliciano de Jair Bolsonaro, mas precisam se articular com todas as mobilizações com o objetivo de superar o capitalismo como modelo gerador de crise orgânica. Ajude-nos a movimentar o nosso blog Cartas Proféticas só compartilhando o link do Cartas Proféticas: http://cartasprofeticas.org/tribos-e-organizacoes-indigenas-resistem-ao-fascismo-miliciano-de-jair-bolsonaro/

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