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Última carta de Lula: “o Brasil muito perto de decidir entre dois projetos”

Algumas coisas impressionam pela carga de emoção numa situação como a que vivemos: a burrice que campeia na mídia e na sociedade; tentativas de submeter o Brasil e o povo aos caprichos desesperados dos macros interesses internacionais e nacionais e a clarevidência da sabedoria de Lula, que se mantem lúcido e animado mesmo no interior de uma prisão mentirosa, fascista e brutalmente cafageste.

Em sua última carta escrita,  certamente com o autor movido pela força da frustração imposta a ele e ao povo brasileiro pelo imperialismo que mata e destrói os povos para roubar suas riquezas com a colaboração dos 1% de larápios brasileiros,  pelo esforço de animar a militância a lutar mesmo com suor e sangue para salvar o Brasil de afundar de vez nas mãos do mercado e do fascismo.

O apelo de Lula é pelos votos como última oportundidade de salvar o projeto que engenha desevolvimento econômico com destribibuição de renda e inclusão social ou o outro,  que só fazem as riquezas produzidas pela classe trabalhadora lhes escapar das mãos e da vida para se armazenarem nas tulhas dos aganaciosos e apodrecidos senhores de escravos, os tais donos do mercado.

Porém, a mobilização das mulheres “unidas contra o coiso, contra o fascismo,  consagrando o slogan #ele não” mostra que a lógica do salvamento do Brasil passa pelas eleições, mas, sobretudo, pela luta mobilizadora que virá depois das eleições.

As ameaças que empurram o Brasil para cada vez mais para a perda dos bens do Estado e do povo são velozes para que os saques de grande porte se dêm nesta semana e depois das eleições para fragilizar o novo governo que sairá das urnas, principalemnte a chapa Haddad-Manu, abençoada pelo ex presidente Lula e a ser sagrada pelo povo brasileiro.

Lula tem razão ao escrever que temos opção de escolher um entre dois projetos. São muitos partidos em disputa eleitoral marcada de golpe, de oportunismo e de espaços para vagabundos e exploradores,  que querem o Estado para manobrá-lo em favor de seus próprios interesses, mas a maioria dessas ciglas disputa votos para o projeto dos ladrões da renda do povo, para a exclusão dos pobres e poucos os que se inspiram na retomada da Cosntituição e da democracia,  que sofreram duro golpe dado pelos larápios, pelos desonestos, sem caráter e traidores. Esses se agregam entorno de Bolsonaro, de Alckimin e outros nanicos como Álvaro Dias, Marina Silva e outros marginais oportunistas, todos tingidos da calhordice de Aécio Neves.

O outro projeto que passa pelas eleições, movido a amor ao povo, ao Brasil e riquezas compartilhadas é o que tem a marca da chapa Haddad-Manu. Não tem jeito,

Não é questão restritivamente partidária, mas racional e política de interesse nacional e popular. É esse o único caminho que nos é posto. Não há outro. Desperdiçar votos como votar nulo, em branco ou fazer o voto indignado em quem não ganhará é fazer o jogo dos cafagestes golpistas, os mesmos que, como mariposas mortas, poluem o ambinete se colocando no chão de Alckimin e de Bolsonaro.

Mas não nos enganemos, depois das eleições teremos que fazer a luta mobilizada que as centrais sindicais, os partidos e os movimentos sociais se negaram a fazer. Só com o povo mobilizado e organizado garentiremos a posse de Haddad-Manu e a realização do plano de governo aprovado nas urnas.

As mulheres mostraram direitinho como se deve fazer!

Leia abaixo a carta do ex presidente Lula publicada no Jornal do Brasil.  

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O Brasil está muito perto de decidir, mais uma vez, pelo voto soberano do povo, entre dois projetos de país: o que promove o desenvolvimento com inclusão social e aquele em que a visão de desenvolvimento econômico é sempre para tornar os ricos mais ricos e os pobres mais pobres. O primeiro projeto foi aprovado pela maioria nas quatro últimas eleições presidenciais. O segundo foi imposto por um golpe parlamentar e midiático travestido de impeachment.

Esta é a verdadeira disputa nas eleições de 7 de outubro. Foi por essa razão que meu nome cresceu nas pesquisas, pois o povo compreendeu que o modelo imposto pelo golpe está errado e precisa mudar. Cassaram minha candidatura, de forma arbitrária, para impedir a livre expressão popular. Mas é também pela existência de dois projetos em disputa que a candidatura de Fernando Haddad vem crescendo, na medida em que vai sendo identificada com nossas ideias.

Com alguma perplexidade, mas sem grande surpresa, vejo lideranças políticas e analistas da imprensa dizerem que o Brasil estaria dividido entre dois polos ideológicos. E que o país deveria buscar uma opção “de centro”, como se a opção pelo PT fosse “extremista”. Além de falsa e, em certos casos, hipócrita, é uma leitura oportunista, que visa confundir o eleitor e falsear o que está realmente em jogo.

Desde a fundação, em 1980, o PT polarizou, sim: contra a fome, a miséria, a injustiça social, a desigualdade, o atraso, o desemprego, o latifúndio, o preconceito, a discriminação, a submissão do país às oligarquias, ao capital financeiro e aos interesses estrangeiros. Foi lutando nesse campo, ao lado do povo, da democracia e dos interesses nacionais, que nos credenciamos a governar o país pelo voto; jamais pelo golpe.

O povo brasileiro não tem nenhuma dúvida sobre de que lado o PT sempre esteve, seja na oposição ou seja nos anos em que governamos o país. A sociedade não tem nenhuma dúvida quanto ao compromisso do PT com a democracia. Nascemos lutando por ela, quando a ditadura impunha a tortura, o arrocho dos salários e a perseguição aos trabalhadores. Fomos às ruas pelas diretas e fizemos a Constituinte avançar. Governamos com diálogo e participação social, num ambiente de paz.

A força eleitoral do PT está lastreada nessa trajetória de compromisso com o povo, a democracia e o Brasil; nas transformações que realizamos para superar a fome e a miséria, para oferecer oportunidades a quem nunca as teve, para provar que é possível governar para todos e não apenas para uma parcela de privilegiados, promovendo a maior ascensão social de todos os tempos, o maior crescimento econômico em décadas e a soberania do país.

Foi o povo que nos trouxe até aqui, apesar de todas as perseguições, para que se possa reverter o golpe e retomar o caminho da esperança nestas eleições. Se fecharam as portas à minha candidatura, abrimos outra com Fernando Haddad. É o povo que põe em xeque o projeto ultraliberal, e isso não estava no cálculo dos golpistas.

São eles o outro polo nestas eleições, qualquer que seja o nome de seu candidato, inclusive aquele que não ousam dizer. Já atenderam pelo nome de Aécio Neves, esse mesmo que hoje querem esconder. Tentaram um animador de auditório, um justiceiro e um aventureiro; restou-lhes um candidato sem votos. O nome deles poderá vir a ser o da serpente fascista, chocada no ninho do ódio, da violência e da mentira.

Foram eles que criaram essa ameaça à democracia e à civilização. Assumam a responsabilidade pelo que fi zeram contra o povo, contra os trabalhadores, a democracia e a soberania nacional. Mas não venham pregar uma alternativa eleitoral “ao centro”, como se não fossem os responsáveis, em conluio com a Rede Globo, pelo despertar da barbárie. Escrevo este artigo para o “Jornal do Brasil” porque é um veículo que vem praticando a democracia e a pluralidade.

Quem flerta com a barbárie cultiva o extremismo. Quem luta contra ela nada tem de extremista. Tem compromisso com o povo, com o país e com a civilização. Na disputa entre civilização e barbárie, deve-se escolher um lado. Não dá pra ficar em cima do muro.

Em outubro teremos a oportunidade de resgatar a democracia outra vez, encerrando um dos períodos mais vergonhosos da história e dos mais sofridos para a nossa gente. Estou seguro de que estaremos juntos a todos os que lutaram pela conquista da democracia a duras penas e com grande sacrifício. E estaremos juntos às mulheres que não aceitam a submissão, aos negros, indígenas e a todos e todas que sofreram ao longo de séculos a discriminação e o preconceito.

Estaremos juntos, todos os que, independentemente de diferenças políticas e trajetórias distintas, têm sensibilidade social e convicções democráticas.

Será uma batalha difícil, como poucas. Mas estou certo de que a democracia será vitoriosa. De minha parte, estarei onde sempre estive: ao lado do povo, sem ilusões nem vacilações. Com amor pelo Brasil e compromisso com o povo, a paz, a democracia e a justiça social.

LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA

Ex-presidente da República e presidente de honra do Partido dos Trabalhadores

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