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Um feminismo que brota da terra

Elas chegaram cedo, empunhando bandeiras e cuias de chimarrão. Numa roda de conversa na Tenda Mundos de Mulheres, falaram dos desafios de se discutir sobre feminismo em espaços que o Estado é o último a chegar.

A luta dos/das trabalhares/as sem terra não é somente por um pedaço de chão para plantar ou para negociar. O movimento é muito mais abrangente e complexo. Passa pela educação e pelo enfrentamento do machismo como subproduto perverso do capitalismo cruel e desumano.

“Queremos continuar na cozinha”, foi o pedido de Lourdes Vicente da Silva, militante do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST). A frase dita fora do contexto, soa de forma negativa aos ouvidos de tantas mulheres que lutam pela divisão igualitária de tarefas entre homens e mulheres, ou mesmo mudanças sociais mais profundas para atingirmos a igualdade de gênero. Mas, antes de construir uma narrativa de posição contrária a essa ideia, é preciso compreender as diferentes formas de feminismo e os espaços das mulheres rurais. “É na cozinha das propriedades rurais que estão os espaços de decisão da família. Não lutamos para sair da cozinha, lutamos para que se mude a ressignificação das relações de trabalho entre homem e mulher”, explicou Lourdes.

Leia mais aqui no site do MST.

Clique aqui também para acessar o vídeo com a mística das mulheres do campo.

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