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Um shopping, dois policiais e um jovem negro trabalhador: o mercado e as milícias de mãos dadas no massacre d@s trabalhadores/as

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Por dom Orvandil (domorvandil@gmailo.com)

A mídia comercial, até mesmo certas mídias ditas progressistas na internet, as redes sociais e todas já falaram sobre o caso lamentável que quase matou nosso jovem irmão brasileiro Matheus Fernandes.

Todos já sabemos que o jovem trabalhador tentou comprar ou trocar um relógio comprado com seu primeiro cartão de crédito para homenagear o pai dele.

Todos sabemos que dois brutamontes, estúpidos, imbecis e metidos a donos da verdade ajoelharam-se sobre o rapaz e quase o mataram, fazendo no Rio de Janeiro  mais um caso Floyd, como os milicianos gringos fizeram nos Estados Unidos.

Sabemos também que uma pequena multidão pressionou os bestas, estes trabalhadores iguais ao Matheus, mas que sem a menor consciência de classe o enfiaram num canto, preferindo defender os patrões e os ricos donos do shopping  a  agirem condizentes com sua condição de trabalhadores.

A mídia já nos cansou de informar que o delegado Marcus Henrique Alves revelou que os dois in]seguranças são policiais que trabalham para uma prestadora de serviços de  segurança do tal Ilha Plaza Shopping.

Certo. Examinei as notícias, todas repetidas e copiadas uns dos outros, até pelos ditos sites progressista e não li em nenhum a real e justa interpretação da causa, não somente racista, que quase jogou Matheus no IML e numa vala comum sob uma placa: “marginal e ladrão!”

As causas se alinham e se juntam cristalinamente de modo impressionante.

Um shopping contrata os serviços de uma empresa, que subcontrata policiais da ativa, que trabalham quando de folga com o aparente objetivo de complementar os salários miseráveis que o governo lhes paga.

Dois elementos integrantes da realidade neoliberal se dão as mãos para massacrarem o jovem trabalhador e quase tiram a vida um filho de apenas 18 anos. Um jovem honesto, trabalhador e sonhador, como a grande maioria de sua idade, é vítima do mercado e da polícia miliciana.

Este é exatamente a união cega e surda que controla e massacra a nossa realidade brasileira: o mercado e as milícias fascistas se dão as mãos pata matar os trabalhadores. Eliminá-los jovens impede que se maturem e se tornem revolucionários.

 O que aconteceu a Matheus não é casual e transcende o conceito da mera categoria de crimes praticados por dois policiais violentos em desvio de função.

Não, o cartão de crédito que o jovem entusiasmado usou pela primeira vez para comprar o presente para o pai é vínculo simbólico com o sistema financeiro, que massacra os trabalhadores com altos juros. A loja onde o rapaz efetuou a compra é parte do complexo comercial que vende tudo, até a água, o ar, a energia, vacinas , remédios, tudo como pilastra do mercado, parte do sistema que ameaça explicitamente os Matheus negros e brancos, visível e, principalmente, invisivelmente, sem ceder um centavo a favor de quem trabalha e produz.

Os dois policiais usam o know how do Estado para proteger os interesses do mercado na exploração que impõe ao povo. Ao atuarem para empresa privada participam da terceirização, portanto do desmonte dos direitos trabalhistas e marginais, que o mercado utiliza para a prática de racismo e de perseguição aos pobres, porque estes não têm direito nem a rolezinhos pelos corredores de shoppings, reservados a madames e a cheirosos burgueses.

Portanto, quem ajoelhou sobre o jovem negro Matheus Fernandes foi o mercado associado ao milicianismo e ao fascismo, bem acontece nos governos federal e de São Paulo.

O mercado é opressor, racista e perseguidor dos pobres.

Mas lá dentro ouve-se um grito que representa a contradição ainda adormecida nessa sociedade massacrada. Isso a mídia, até mesmo a dita progressista, não viu.

Mateus Fernandes não foi assassinado, como milhões de nossos irmãos nas ruas e nas favelas do Brasil porque pessoas se aglomeraram, formando uma pequena multidão, que gritaram pressionando os facínoras a que soltassem Matheus. Uma senhora trabalhadora chegou a gritar: “Solta ele! Tem que esperar. Não é assim que vocês têm que tratar ele, não!”

Matheus foi salvo do mercado assassino associado com o fascismo graças à pressão popular!

Assim é em todo o país, no Brasil que virou um grande shopping ajoelhado, submisso, pisado, enxovalhado, estuprado e ocupado pelas milícias internacionais, nacionais, cariocas, paulistas, mineiras, gaúchas, enfim, todos assassinos e genocidas que agem desde o Palácio do Planalto, no Congresso Nacional, no Judiciário, nas igrejas e em todos os recantos com o objetivo de nos matar em troca de assalto aos nossos bens.

O que nos libertará dessa aliança do inferno serão as vozes populares do povo unido gritando e tomando as ruas para a expulsão da barbárie.

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