02/01/2018 - PORTO ALEGRE, RS - Tribunal Regional Federal 4 região / julgamento / lula / parque harmonia. Foto: Guilherme Santos/Sul21

Violência policial contra jornalista à frente de tribunal em Porto Alegre 

Tribunal Regional Federal da 4ª Região sediará julgamento em segunda instância do ex-presidente Lula dia 24 de janeiro. (Foto: Guilherme Santos/Sul21)

O repórter Marco Weissheimer do “Sul21” narra a violência a que foi submetido o fotógrafo  Guilherme Santos ao ter uma pistola aponta por ele um por policial, que é funcionário público pago pelo Estado com os impostos do povo.

“Uma pistola apontada para a cabeça, na tarde desta terça-feira (2), por um integrante da Brigada Militar, durante uma abordagem realizada nas imediações do prédio do Tribunal Regional Federal da 4ª Região. Guilherme foi abordado por quatro policiais em uma viatura da Brigada Militar, na avenida Augusto de Carvalho, cerca de 10 minutos depois de fazer algumas fotos externas do prédio do TRF4, onde será realizado o julgamento em segunda instância do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no dia 24 de janeiro”, escreveu Marco Weissheimer.

“Fiquei muito nervoso e sem reação na hora. Não entendi o que estava acontecendo. Não tinha nenhuma explicação para uma abordagem daquele tipo com arma apontada para a cabeça. Eu estava trabalhando, com a câmera no pescoço e o crachá visível na altura do peito”, relatou Guilherme Santos.

“A assessoria de comunicação social do TRF4 disse que a ligação não partiu do tribunal e assegurou que não há nenhuma orientação para esse tipo de abordagem. Segundo Analice Bolzan, coordenadora de Comunicação do tribunal, os profissionais da imprensa poderão acompanhar o julgamento do dia 24 de janeiro segundo regras de credenciamento que deverão ser definidas na próxima semana.

“O Sul21 entrou em contato com o Cel. Jefferson Jacques, comandante do CPC (Comando de Policiamento da Capital), para entender se existe  uma orientação para abordagens deste tipo nas imediações do TRF4 e se já há alguma restrição física ao trabalho de jornalistas na região. Segundo ele, o plano de segurança para o dia do julgamento está sendo montado mas, no momento, não há qualquer restrição para a circulação de pessoas no local. O coronel disse ainda que, para que a BM tenha feito a abordagem, ela precisa ter sido acionada por outra parte”.

Esse clima de intimidação com uso de funcionários públicos, de carros, fardas e armas de uso do Estado, que têm o objetivo original de promover a segurança dos/as cidadãos/ãs é grave ameaça à democracia e indica as intenções do golpe de Estado de virar sufocamento da liberdade.

O julgamento do ex presidente Lula é cercado de ilegalidade, de ódio e de atentado à democracia.

Ao contrário dos medrosos que cercam os prédios do TRF4 com cordas de isolamento, com policiais armados e sem respeito ao ir e vir, o povo se encorajará ainda mais para derrubar as muralhas da injustiça e do golpe togado.

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