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A dança dos arrependidos de votarem no miliciano Jair Bolsonaro

Quando Collor de Mello se elegeu presidente do Brasil, em 1989,  através de um partido absolutamente minúsculo, sem história, sem capilaridade social, arrastando enorme contingente de eleitos à Câmara de Deputados e ao Senado, apenas como balcão cartorial de registro de candidaturas, se percebeu a vulnerabilidade política no Brasil.

Na oportunidade, estabeleceu-se a impressão de força política,  de capacidade de resistência partidária e de militância de eleitores e de eleitos entorno do delinquente apoiado pela Globo e pelo mercado, encantado com as benesses neoliberais.

Nem bem o desgoverno iniciou para os pedaços do bloco gelatinoso se desprenderem com número crescente de arrependidos mudando de partido,  como se troca de camisa. O oportunismo selvagem logo se estampou na cara do Brasil, com um partido sem bases, sem doutrina, sem formação, sem militância, sem programa e sem projeto nacional. Tratava-se de um balaio de gatos famintos por roubar as estatais e por se locupletar de propinas, com Paulo Cesar Farias como cérebro pensante da ladroagem.

Este fenômeno se demonstrou com a perda de base de Fernando Collor de Mello, a despeito da folha de serviços prestados às máfias e oligarquias internacionais e aos grupos do mercado nacional. Daí a frase desesperada do preposto da Globo: “Não me deixem só”.

Com Jair Bolsonaro a eleição do miliciano ocorreu com artifícios partidários, com a corrosão da justiça eleitoral, submissa ao golpe que trazia dejetos putrefatos crescentes neoliberais e fascistas de 2016, engolfando eleitores e votos num partidinho balcão de negócios espúrios,  absolutamente insignificante e sem base popular, o feito se repete e se amplia em relação a Collor.

Com o capetão fanfarrão não houve adesão da Rede Globo de modo direto, mas atuação anterior com todo o complexo cruzado de comunicação em apoio à avalanche mafiosa do judiciário com criações mentirosas de crimes sem provas, escutas telefônicas, mensalão, lava jato e todos os bandidos roubando a roldo, contribuindo com o processo de guerra contra o Brasil independente e as empresas nacionais, cuja infiltração em todas as instâncias da república fragilizou anemicamente a estrutura nacional, colocando abaixo toda a vida do povo brasileiro.

Naquele contexto de escuridão absoluta, mas de muitos ruídos e movimentos, com mentiras de guerras lançadas dos bunkers subterrâneos, eivados de venenos e de confusões, inclusive provocando  piedade popular com a cena vitimista da falsa facada, arrastou quantidade impressionante de eleitores, muitos dos quais movidos pela ignorância e pelo medo.

Além da mídia, dos fake news com tecnologia de ponta e engenharia internacional, a maioria das igrejas e inúmeras religiões se somaram à marcha do inferno, contribuindo dedicada e oportunisticamente com o arrebanhamento absolutamente irracional.  

Sinceramente, ao nos depararmos com campos de batalha com agressões das mais covardes e cruéis pelas redes sociais, com ataques físicos nas ruas, com mortes de pessoas do campo progressista, de negros, negras, LGBTQUIA+, de indígenas, de mulheres etc a impressão era de que esse paredão, além de marcas da barbárie, seria invencível.

Eis que a crise neoliberal, desta vez derivando ainda mais pelos caminhos protofascistas, aprofundando o fosso da contradição entre a mais fantástica e desumana acumulação de lucros da história do capitalismo mundial e nacional, precipitando o Brasil trabalhador e popular, nas suas mais diferentes formas produtivas, na profunda pobreza, miséria, desemprego, vazio de direitos, precipitado no genocídio pelo coronavirus, pelo negacionismo e pela quebra do Estado, para que a cara hedionda do desgoverno se visse nua e podre, com suas vísceras expostas, não por facadas, mas pela total incapacidade que o fascismo tem de responder aos mesmos que o elegeram, mais ainda ao país e aos trabalhadores.

Par a essa dinâmica, já que ninguém é bobo, nossos vizinhos latino americanos demonstram por suas mobilizações gigantescas de que é possível enfrentar os golpes, derrubar projetos golpistas, investigar, prender e punir os malfeitores neoliberais e fascistas.

Claro, o movimento procedente desta observação causa arrependimento aos aposterioristas – aqueles incapazes de reunir dados prévios das crises e suas tendências, agindo somente depois da casa derrubada – não é espontâneo e transcendente, como que por inspiração.

As comparações são inevitáveis na capacidade de percepção e de raciocínio, já ensinava Aristóteles. As desgraças advindas após o golpe de 2016 são comparadas com o mínimo de graças e de vida de antes, durante os governos Lula e Dilma.

Daí advém os “arrependimentos” do caos. Estes produzem mudanças de votos, de candidaturas e de projetos de Brasil.

As notícias alertam que o PT e os possíveis partidos da tal federação progressista se referem à necessidade de criar mais de cinco mil comitês de apoio à candidatura Lula ao governo federal.

Alegam que Gabriel Boric venceu as eleições com esta experiência bem sucedida no Chile. Contudo, tal prática foi a que mobilizou o povo brasileiro na derrubada da ditadura militar, nas mobilizações pelas “diretas, já” e pela Constituinte. Milhares de associações de moradores, comitês contra a carestia, de sindicatos, formação de centrais sindicais, de defesa dos direitos humanos e dos presos políticos foram alguns dos movimentos, além dos que serviram de base à luta pela reforma agrária e de Chico Mendes na proteção da Amazônia. Depois foram todos abandonados com os melhores quadros feitos executivos e burocratas de parlamentares e de governos, deixando o povo à deriva, como que construindo telhados de vidro para os governantes progressistas, que não desejavam movimentos de luta e de greves que os forçassem a avançar nas transformações.

O grande desafio de hoje é o de nos libertarmos do pingue pongue gerador de arrependimentos e de mudanças de partidos, de programas e dos corre corre idolátricos de candidatos e de candidatas.

Mais do que eleitores flutuantes e periclitantes tipo birutas de aeroporto, seguindo sempre a direção de qualquer vento sem saber de onde vem o sopro, impõe-se a militância como força articuladora e dinâmica da luta. Precisamos nos organizar  permanentemente, com táticas e estratégia claras e bem estudadas.  Chega de cabos eleitorais eventuais e fortuitos. Precisamos de lutadoras e de lutadores plen@s de consciência da luta de classes e da construção revolucionária, liberta de aventureiros, mentirosos e bandidos, como vemos na praça política.

Isso explica o que se move por detrás da pesquisa de opinião do PoderData.  O movimento aí significa muito mais do que a boa vontade de arrependidos que se descolam do miliciano Jair Bolsonaro para o apoio ao ex-presidente Lula em 2022.

Há a decepção feita de tragédias e de mortes catastróficas com  a tubulação invisível e profunda, que move tudo bem para além das urnas e dos votos.

Mas sejam bem vindos todos os arrependimentos sérios e comprometidos!

Abraços proféticos e revolucionários,

Dom Orvandil.

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