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Luta contra a extinção dos territórios indígenas

A conjuntura nacional demarca-se pelo debate contra os cancelamentos e contra a destruição do país.

A situação é de confronto, muito além de palavras e de discursos, que de um lado é de ódio,  de ameaças e de ações efetivas de morte.

Tudo é objeto de agressão em nosso país, sem escolhas entre os setores mais vulneráveis e o que há de mais historicamente resistente.

Um dos alvos do protofascismo, do milicianismo e das máfias, que misturam roubos com violências contra vidas humanas e ambientais, são os indígenas.

Esses povos originários mais legitimamente brasileiros representam muito em história da humanidade, mas também como ecologia e defesa inconteste das selvas, das matas, das águas e de todas as etnias de raízes ameríndias, não somente na Amazônia como em todo o território nacional.

As escaramuças que ameaçam as vidas indígenas são movidas a ganâncias pelos minérios ricos sob a vegetação das matas Amazônicas, da Serra de Mar, da Mata Atlântida, da Caatiga e do Serrado.

Portanto, as vidas indígenas se enraízam nessas regiões e se entrelaçam aos territórios, indesligáveis dos interesses nacionais e da sociedade brasileira. A causa e as vidas indígenas interessam a todo o país, a todos nós.

O projeto falacioso empresarial, na verdade mafioso internacional e nacionalmente, sob o comando de banqueiros, oligopólios e jagunços, não interessa aos indígenas porque os mata, envenena suas águas, destrói seus territórios, abate o moral milenar pelo alcoolismo, pela prostituião e pelo uso de organizações religiosas como meio de “pacificação”, na verdade  com o objetivo de corromper a resistência e a consciência dos povos, nações e arraiais indígenas. São atividades marginais aos interesses nacionais, agressivos à Constituição cujo texto que protege os direitos dos povos originários e ao Estado brasileiro, este atualmente estrangulado pelo golpe neoliberal e pela política fascista, que unidos amparam os assaltos, os roubos, a destruição dos territórios e as mortes de seus habitantes, cada vez mais vulneráveis pelas pragas, vírus, alcoolismo e doenças inoculadas em seus corpos pelos novos genocidas e ladrões.

O ex – presidente Lula alude à intenção de criar um ministério indígena, caso se eleja. No entanto, não se referiu à integração nacional e aos interesses de que projeto o Estado brasileiro, na perspectiva da libertação dos tentáculos neoliberais e fascistas. Nesse sentido é preciso alargar e aprofundar o projeto de modo a incluir as vidas indígenas aos territórios, contando com eles na construção da extração, comercialização, industrialização e cuidados radicais com o meio ambiente. Os ameríndios refrescam nossa consciência de que nada somos sem o enraizamento territorial, ambiental e ecológico, de modo educativo, humano-terrestre e nacional.

Outros discutem a necessidade de antes de nos preocuparmos com os indígenas deveríamos construir um projeto de desenvolvimento para a Amazônia. O pecado desta proposta é o de imaginar que há indígenas somente naquele vasta espaço verde.

Por isso se faz necessário compreendermos a causa indígena como parte do todo brasileiro e latino americano. Nesse sentido há caminhos trilhados como os da Bolívia e do Chile, que se tornaram nações multirraciais de profunda unidade, respeito e convivência pedagógica, econômica e politicamente entre todos os integrantes daqueles países.

O fato é que é absolutamente inaceitável esta política atual de chacina, genocídio dos indígenas e devastação ambiental por vândalos e bandidos de todas as espécies, arrastando muitas lideranças originárias para a corrupção em forma da traição aos seus povos e na morte de milhares deles, como demonstram incansavelmente o CIMI, a CPT e muitas organizações de defesa dos direitos humanos.

Abraços proféticos e revolucionários,

Dom Orvandil.

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Este é o pano de fundo da pauta do PROGRAMA CHRIMARRÃO PROFÉTICO, desta TERÇA FEIRA, 26/04/22, ÀS 11 HORAS. A convidada para o chimarrão entende deste debate, seja por suas raízes originárias seja pelos conhecimentos sociológicos. Quem beberá conosco a bebida indígena, que no Canal Carta Proféticas ao vivo é Profética, será a Socióloga Indígena da Etnia Pataxó Maria florguerreira.

Maria Florguerreira – Txahá Xohã – Indígena Etnia Pataxó/ MG

Educadora Intercultural Indígena

Graduada em Ciências Sociais e Humanidades – FaE/ UFMG

Especialização em Gênero e Diversidade – FAFICH/ UFMG

Performer, ativista do bem viver. Plantadora de árvores e engravidadora de sonhos.

PROGRAMAÇÃO DO CANAL E DO SITE CARTAS PROFÉTICAS

– Chimarrão Profético: todas as terças e quintas feiras, às 11 horas;

– Fé e  Luta: todos os sábados, às 11 horas;

– Mergulho nas Notícias: todas as quartas feiras, às 11 horas;

– Arte e Vida: todas as sextas feiras, às 19 horas;

– Reflexão do Evangelho: todos os sábados às 19 horas;

– Vigília e Resistência: sextas feiras, às 11 horas;

– Impactos das Notícias: notícias analisadas a qualquer momento (ao vivo).

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