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Pastor prega que mendigos têm a obrigação bíblica de passar fome

O tal pastor Marcos Granconato, de uma denominação denominada de igreja batista da redenção, talvez sem esforço, engrossa o cordel dos estúpidos, calhordas e cruéis.

N]ao faltam pastores  especializados em propinas, principalmente os ladrões amigos do miliciano Jari Bolsonaro, atuando nos ministérios da saúde e da educação, consagrados aos desvios de verbas públicas aos seus bolsos ou às suas igrejas. Também sobram picaretas, verdadeiros lobos vestidos de ovelhas, ostentando títulos de pastores, mas verdadeiros comerciantes exploradores das doenças populares e, sem nenhuma vergonha na cara, dedicados ao curandeirismo.

Há picaretas de todos os jeitos e para todos os gostos usando a fé popular. Estes enriquecem em cima do sofrimento dos pobres, principalmente.

Faltava alguém na fila da crueldade farisaíca. Não falta mais. O “seo” Marcos Granconato, auto intitulado pastor, preenche esta precha ridícula.

O tal se diz, conforme o perfil dele no Facebook,  que estudo no Instituto Bíblico Palavra da Vida (ora, ora). Também declara que estudou  direito na Universidade São Francisco.

Apesar de “tanta cultura” o que o “seo” Marcos parece mesmo ser formado é em crueldade.

Num país brutalmente atingido pela maior crise e decadência econômica do falido capitalismo, que exclui,  joga na pobreza e na miséria cerca de vinte milhões de brasileiros e de brasileiras, beirando a quarenta milhões de desempregados ou subempregados, completamente desregulamentados, este demônio, sem nenhuma análise relevante do texto bíblico e,  muito menos, da crise econômica e social que barbariza os pobres, tasca na sua conta no Facebook que “A MAIORIA DOS MENDIGOS TÊM O DEVER BÍBLICO DE PASSAR FOME, POIS PAULO DIZ AOS TESSALONICENSES: “SE ALGUÉM NÃO TRABALHA, QUE TAMBÉM NÃO COMA”.MAI

O infeliz usa as  pessoas mais radicalmente pobres, brutalmente corroídas pela fome, para vomitar o ódio de classe que a casta dele tem dos que mais sofrem.

É cafagestemente herético, não somente no ato ignorante de arrancar o versículo bíblico de todos os seus contextos – da carta e do pensamento do apóstolo Paulo, do contexto dos destinatários da exortação paulina, das raízes linguísticas bem como de todo o projeto de Jesus de Nazaré, que ele nega com esta aleivosia – o descategorizado ofende os mais extremamente esvaídos pelo capitalismo, que é barbarizado no Brasil pelos golpes de Estado em 2016 e em 2018 com as eleições roubadas e pervertidas.

O tal se diz pastor batista; Aí mais vez se torna historicamente pervertido e insano.

As igrejas batistas nasceram bacanas e comprometidas com os mais pobres no enfrentamento do feudalismo em decomposição na Europa no século XVI.

O movimento original se chamou ana batista por se opor ao romanismo dos reis e príncipes, verdadeiros protetores dos Estados violentos contra os agricultores mais empobrecidos e esmagados pela insensibilidade política dominante.

Um dos grandes nomes originários do movimento ana batista, de onde saíram as várias igrejas batistas, é Thomas Müntzer, um teólogo, linguista, literato, homem culto, primeiro como padre e depois como pastor protestante.

“A crítica de Müntzer ao catolicismo não era apenas feita em decorrência de uma interpretação do evangelho, mas também em decorrência da riqueza detida pela Igreja Católica.”

“Para Thomas Müntzer, a essência do cristianismo seria a humildade, a igualdade, a solidariedade, a divisão dos bens”. “A crítica de Müntzer à nobreza, a classe social mais poderosa de sua época, era também radical.”

Para ele, “a maior infâmia da terra consiste em que ninguém quer tomar para si a miséria do pobre; os grandes desse mundo agem como querem. Eis, pois, o auge da avareza, do sonho e da pilhagem dos nossos Príncipes e senhores: apossam-se de toda criatura, sejam peixes n’água, aves no céu ou plantas na terra; tudo deve ser seu. Em seguida espalham o mandamento de Deus entre os pobres, e dizem: Deus ordenou que não roubeis! Contudo, não acharam uso deste mandamento para si mesmos,” relembra Tales dos Santos Pinto.

Claro, há igrejas batistas comprometidas com esses princípios originais e ricos revolucionariamente, inclusive no Brasil.

Mas tudo indica que esse “seo” Marcos Granconato participa de um desvio da origem do movimento ana batista. Assim, ele se coloca na contra mão do que pregava Thomas Müntzer, contemporâneo e perseguido por Martinho Lutero.

Nessa  contradição herética, verdadeiro caminho de criminosos e agressivos à equidade e ao direito ele se soma a pulhas como pastores batistas de Curitiba, com o picareta e traidor  da pátria Deltan Dallagnol, notório  corrupto e caluniador.

Pelos comentários a esta postagem agressiva, que desrespeita a milhões de pessoas passando fome no Brasil, ao Padre Júlio Lancelloti e tantas que lutam por justiça econômica e social em nosso país, este senhor serve a propósitos extremamente daninhos e covardes, muito próprios da burguesia em decomposição ética.

Abraços proféticos e revolucionários,

Dom Orvandil.

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